Quando somos namoradas, pensamos em como vai ser nossa vida de casada. Quem nunca imaginou ¿estrear¿ cada cômodo? Só que, ao nos tornarmos esposas, parece que tudo muda. Que bicho é esse que morde a gente depois do ¿sim¿? Afinal, existe sexo depois do casamento?

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Conheça duas histórias emblemáticas a.c e d.c (antes do casamento/depois do casamento) e leia as dicas da psicóloga para manter o fogo da paixão sempre aceso sob o mesmo teto.

Camila e Marcio

Camila e Marcio se casaram em janeiro deste ano, depois de 12 anos de namoro. Como moram em cidades diferentes, a vida em comum era o maior sonho dos dois.

Conheci o Marcio ainda na escola. Sabe como é vida de cidade de interior, né? Minha família é muito tradicional, então era uma coisa de namoro de sofá mesmo. Depois que terminamos o colegial e ele foi fazer faculdade em São Paulo, passamos a ter um pouco mais de liberdade sozinhos, mas continuamos morando em cidades diferentes até casar.

Mas não é a mesma coisa que estar sob o mesmo teto diariamente, até porque eu sempre era visita ¿ e não tinha responsabilidade nenhuma com relação às coisas de casa. Hoje tenho conta pra pagar, casa pra cuidar... Eu trabalho muito e meu marido também. Agora, na mesma casa, noitadas de sexo como antigamente só nos finais de semana mesmo.

-- Depoimento de Camila


Fernanda e Thierry

Fernanda e Thierry se conheceram num barzinho. Já saíram de lá namorados e em uma semana estavam morando juntos.

Às vezes eu paro pra pensar... foi tudo tão rápido! Nos conhecemos e começamos a namorar no mesmo dia. Em uma semana ele estava de mala e cuia na minha casa. Mas nunca abandonamos o status de namorados. Só pelo jeito que tudo começou, nem preciso dizer a loucura que sempre foi a nossa vida sexual. Vivemos assim por dez anos, até sermos pegos por uma gravidez inesperada. Diante da notícia, resolvemos casar e virar família de papel passado.

Continuamos transando durante a gravidez enquanto deu, mas depois que o Gabriel nasceu as coisas ficaram mais difíceis. Confesso que eu me sinto um pouco cansada, mas o Thierry é ótimo e faz o que pode pra me ajudar. Nunca deixamos de namorar, mas do jeito que era antes do bebê... acho que vai demorar um pouco pra voltar.

-- Depoimento de Fernanda

Palavra de psicóloga

Por trás das histórias de falta de grana e de tempo, pode haver outro problema: o peso de uma situação institucionalizada, o peso da palavra casamento, segundo Beatriz Mecozzi, psicóloga de São Paulo.

Ela recomenda rever o que esta situação faz com o seu Eros, com a sua libido. Para muita gente, viver junto sem ser casado é mais erótico porque não remete a papai-e-mamãe, uma situação edípica proibida e inconscientemente broxante, diz Beatriz.  Brincar de casinha, passar fins de semana juntos, é divertido. Mas na hora em que institucionaliza ¿ e nem precisa ser de papel passado, mas com filhos, almoço de domingo ¿ tem gente que  broxa mesmo.

O que fazer se este for o caso? Beatriz é categórica: análise. Vale a pena tirar do passado todas as pedras que podem estar afetando sua sexualidade do presente ¿ e seu relacionamento no futuro. Invista em si mesma.

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