Renato e Marcelo apostaram em cenários românticos internacionais para pedir as namoradas em casamento

Leticia e Marcelo durante a cerimônia no Taiti
Arquivo pessoal
Leticia e Marcelo durante a cerimônia no Taiti
Para a administradora Letícia Schlegel, 28, o cenário do “casa comigo?” foi o Taiti. “A viagem foi presente de Dia dos Namorados, o que achei um exagero, pois estávamos há só uns três meses juntos”, recorda ela.

A aliança de Leticia foi entregue em uma concha
Arquivo pessoal
A aliança de Leticia foi entregue em uma concha
Na primeira das cinco ilhas que visitariam, Marcelo Schlegel, 28, empresário, estava com uma ideia fixa: pegar uma concha do fundo do mar para levar para o aquário dos sogros, em Florianópolis. “Não discuti e ainda o ajudei a escolher uma bem bonita. O mais estranho foi que depois de tanta procura, Marcelo acabou a esquecendo no barco… Pelo menos foi o que ele me disse”, diz Letícia.

No auge da viagem, em Bora Bora, os dois passeavam juntos ao amanhecer e, ao chegar perto de uma pedra, ela avistou uma concha bem parecida com a que Marcelo perdera. “Ele disse para eu pegá-la e então, surpresa! Ao virá-la encontrei um anel lindo da Tiffany’s – loja onde Marcelo foi sem eu nem perceber”, ri.

Ajoelhado, o rapaz apaixonado fez a pergunta e, quando recebeu o 'sim', contou para a noiva que, à tarde, um barco passaria ali para pegá-los e levá-los à cerimônia de casamento. “Foi surreal e maravilhoso. Quando chegamos ao Brasil organizamos outro casamento, com direito a dama de honra levando as alianças para o altar naquela mesma concha”, diz Letícia, que no Taiti acordou solteira, almoçou noiva e jantou casada.

Renato e Isabel em frente ao Taj Mahal, logo depois do pedido de casamento
Arquivo pessoal
Renato e Isabel em frente ao Taj Mahal, logo depois do pedido de casamento
Na Índia, a aliança não era de coco

Quando o publicitário Renato Maria, 26 anos, foi trabalhar por dois meses na Índia, não tinha completado nem um ano de namoro com Isabel Furtado, 28, também publicitária. No fim do período de trabalho de Renato, Bel embarcou para uma viagem pelo país, com direito a perrengues e infecção alimentar em dupla.

A esta altura, Renato já tinha encomendado para um joalheiro da cidade de Hyderabad, conhecida por suas joias e pérolas, o desenho do anel que ele entregaria para sua futura esposa no Taj Mahal – um dos símbolos máximos do amor no mundo.

“O pedido foi discreto, pois alguns indianos estranham muito os ocidentais e não param de olhar um instante. Passeamos pelos jardins e pedi que ela sentasse em um banco para tirar uma foto. Sentei ao seu lado e perguntei se ela gostaria de passar o resto da vida comigo”, lembra Renato.

“A gente brincava que, quando ele fosse me pedir em casamento, me daria uma aliança de coco, dessas que vendem em feira hippie. Então ele pôs um anel no meu dedo e o escondeu com a mão. E perguntou se eu me casaria com ele mesmo se a aliança fosse de coco”, diverte-se a noiva.

Bel aceitou. E, apesar de um beijo discreto para selar o pedido, alguns transeuntes perceberam a movimentação e até pediram para tirar foto com o casal.

Fica a dica: ao planejar um evento complexo, como uma viagem, pense bem em todos os detalhes. “Não se esqueça de verificar se a época é adequada para o destino escolhido”, recomenda Regilaine Santos, agente de turismo da Bioviagens . Contar os seus planos ao hotel também é uma boa: muitos locais se prontificam a ajudar ou oferecem mimos para os recém-noivados.

Tanto trabalho vale o esforço: “Tem que pensar em como tornar o pedido tão especial e marcante quanto possível. Afinal, ele se tornará uma história a ser contada para filhos, netos e bisnetos, por gerações e gerações”, diz Guilherme Valadares, da revista eletrônica Papo de Homem .


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