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17/05 - 18:15
Música para a cerimônia
Na hora de escolher a empresa que vai tocar na cerimônia, vale o esforço de assistir algumas vezes a apresentação ao vivo, para ter certeza da qualidade
Lídice Leão
Um casamento planejado nos mínimos detalhes, com gastos sempre mais altos do que o previsto pelos noivos, tem que emocionar cada convidado. E um fator determinante para tocar e até mesmo fazer chorar, não só noivos, familiares e padrinhos, mas também os convidados que estão ali presentes é a música ou o repertório escolhido para ser executado na cerimônia religiosa e, principalmente, na entrada triunfal da noiva.
“Uma música que não seja adequada para a ocasião pode fazer com que a cerimônia perca em emoção. Por isso, o repertório, a execução, os instrumentos e os vocais têm de ser escolhidos a dedo”. A opinião é da cerimonialista Andréa Queiroga de Aquino, que dirige o Bravíssimo Coral. Ela explica que todas as decisões do grupo são tomadas em conjunto com os noivos, mas acrescenta que alguns fatores básicos são indispensáveis. Ela ressalta que é necessário que o coral tenha, pelo menos, os seguintes instrumentos: teclado, violino, trompete, trombone e percussão. Caso contrário, o efeito poderá não ficar dentro do que os noivos esperam.
“A partir deste grupo básico de músicos, os noivos vão criando o diferencial, de acordo com o que desejam e do orçamento de cada um”, afirma. Entre as opções, estão os cantores solistas, que pode ser só um, ou podem ser mais. Outro detalhe que, segundo ela, faz a diferença, é o clarim na hora da entrada da noiva. “O clarim, com aquela bandeirinha vermelha pendurada, faz com que o anúncio da entrada da noiva tenha um impacto maior”, diz ela.
“Quando escolhi o coral para tocar no meu casamento, eu não sabia absolutamente nada sobre a organização da cerimônia, e aprendi uma coisa básica que eu sempre falo para as outras noivas: a ordem de entrada das pessoas na igreja ou no local da cerimônia determina a escolha das músicas”, afirma a jornalista Danielle Nordi. Ela destaca a importância não só da qualidade do trabalho dos músicos do coral, mas também de toda a equipe. “A mestre-de-cerimônias do coral me ajudou muito na escolha do repertório, e mesmo na organização da entrada dos familiares e padrinhos”, diz.
Para evitar problemas, os noivos devem sempre ficar atentos à equipe de apoio do coral, que deve contar com um maestro, um mestre-de-cerimônias, um montador e um auxiliar. Outra dica importante é assistir ao vivo uma apresentação do coral antes de contratá-lo.
No quesito preço, no caso de cerimônias religiosas, geralmente as igrejas têm uma lista de corais cadastrados, que podem sair mais em conta do que trazer um grupo de fora. Mas, mesmo assim, vale a dica de assistir uma apresentação do grupo, ou dos grupos, para não errar na escolha.
Os corais mais experientes fazem, em média, de trinta a quarenta apresentações por mês. Em alguns períodos do ano, como no mês de maio, por exemplo, este número chega até mesmo a dobrar. Então, outra sugestão é perguntar ao grupo a quantidade de apresentações que costuma fazer. Isto determina a experiência e a demanda que os músicos têm no mercado.
O casal Alessandra e Alan Medeiros, que se casou na Igreja Nossa Senhora de Fátima, na capital paulista, no final do ano, seguiu a dica e não se arrependeu. “Assistimos várias apresentações do coral em igrejas diferentes, até decidirmos que fecharíamos com eles”, diz ela. Eles complementam que, além de prestar atenção na atuação dos músicos, também ficaram atentos à reação dos convidados. “A emoção foi geral. Quase todo mundo tinha lágrima nos olhos. Contratamos para o nosso casamento e não nos arrependemos do trabalho anterior que tivemos, afinal, casamento é uma vez só na vida!”, conclui Alessandra.
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