Fornecedores dão dicas para escolher e negociar os serviços do casamento sem dor de cabeça

Detalhes e personalidade, sem obstinação: noivas devem saber o que querem, mas sem expectativa de controlar tudo
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Detalhes e personalidade, sem obstinação: noivas devem saber o que querem, mas sem expectativa de controlar tudo
A escolha dos fornecedores é tão importante quanto a relação que a noiva estabelece com eles. Para transformar o casamento dos sonhos em pesadelo, basta uma falha de comunicação ou uma impressão de desconfiança e pronto: as portas estão abertas para um relacionamento desgastado e de pouco respeito.

Para acertar nas escolhas e fazer o casamento dos seus sonhos por um preço interessante e sem enlouquecer, o primeiro ato é planejar a festa com antecedência. De acordo com Ana Paola Liberatorie, assessora da Cheers Eventos, o ideal é começar os preparativos ao menos um ano antes da cerimônia. “Assim as noivas podem dividir a conta da festa em parcelas menores”, diz.

Mas as fontes de problemas não estão só no orçamento. Ana Paola e outros profissionais da área recomendam algumas atitudes para as noivas que querem uma relação dos sonhos com seus fornecedores. Leia abaixo.

Tenha em mente o que você quer, mas sem obstinação

Ser uma noiva decidida é bom para a organização do casamento. O problema é quando a objetividade vira obstinação e o casal se fecha a qualquer ideia sugerida pelos fornecedores ou pela assessora. “A noiva perfeita seria aquela que confiasse no meu trabalho e me deixasse apresentar alternativas”, comenta Ana Paola.

“Um casal que expõe o que espera da festa deixa o desenvolvedor mais à vontade para trabalhar”, diz o designer Garcy Feijó, responsável pela Feijó Design. “Mas é difícil trabalhar com um casal que quer tudo. Vira um ‘samba do crioulo doido’”. Tanto para Feijó quanto para Rodrigo Marcusso, sócio da Bar & Barman, a função dos noivos deve ser direcionar o casamento e não necessariamente definir todos os detalhes dele.

Segundo Rodrigo, muitos noivos acreditam saber mais que o fornecedor sobre o serviço e não estão dispostos sequer a conhecer novidades que podem animar a festa. “Com eles há uma dificuldade em fazer algo diferente ou a mais no casamento, porque não escutam”, diz Rodrigo.

Negocie, não pechinche

Fazer uma festa de casamento custa. E não é pouco. Por isso os fornecedores reafirmam: os casais devem negociar. Mas, segundo Ana Paola, existe uma grande diferença entre negociar e pechinchar. “Ao contrário de pechinchar, negociar não é desvalorizar o trabalho do fornecedor”, diz Ana.

Segundo Garcy Feijó, alguns noivos não pensam em detalhes que, muitas vezes, podem custar caro. “O que eu posso fazer é trocar um cristal por algo de acrílico, por exemplo. Isso dará uma diferença no preço”, diz o designer. “Existem variações de valor. Sempre tem como enxugar. Mas os noivos não podem vir e pedir desconto por desconto”, comenta Mariana Casarini, sócia do Buffet Fred Frank.

“Os noivos precisam ter na cabeça que ninguém inventa preço”, aconselha Ana Paola. O casal deve analisar os materiais usados, o tipo de festa desejada e o orçamento disponível. Além disso, os noivos precisam se lembrar que pagam não só pelos produtos, mas pelo serviço também.

Todos os fornecedores afirmam que existe uma margem de porcentagem de diminuição das despesas – e ela fica entre 10 e 15%. Ou seja, se você tem R$ 10 mil para o casamento, não adianta orçar uma festa de R$ 15 mil e achar que vai fechar a conta negociando descontos.

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Seja honesta e objetiva

“Sempre peço para as noivas dizerem o quanto podem pagar. Planejo o casamento de acordo com isso”, diz Ana Paola. De acordo com Garcy Feijó, é essencial os noivos serem transparentes com relação ao orçamento – assim o trabalho será pautado de acordo.

Noivos capazes de elencar referências e histórias pessoais, imprimindo sua personalidade no casamento, são valorizados. “Nada pior que casais sem personalidade”, brinca o designer. O estilo do par deve ser impresso em tudo que compõe o casamento, inclusive as fotos. “As noivas devem esclarecer com o fotógrafo o tempo de permanência, o prazo de entrega e o estilo das fotos. Tudo isso deve estar no contrato, mas também deve ser conversado”, aconselha a fotógrafa Dani Pacces ( conheça cinco estilos de fotografia de casamento ).

Quem observa detalhes também sabe cobrar melhor o trabalho de seus fornecedores, como aponta a assessora Ana Paola. O que as noivas devem lembrar é que tudo será feito da maneira correta a partir do momento em que elas confiarem não só em si mesmas, mas também nos seus fornecedores. “Afinal, a noiva casa uma vez; a gente casa 500”, finaliza Rodrigo Marcusso.

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