Casais contam suas experiências com os consultores, que ajudam noivos a encontrar a ‘cara’ da festa e a negociar com fornecedores

Ana Paula e o noivo, Luís Eduardo: casal organizou tudo sozinho
Arquivo pessoal
Ana Paula e o noivo, Luís Eduardo: casal organizou tudo sozinho

A bancária Priscila Manzini, de 27 anos, até começou a organizar a festa de seu casamento sozinha. Mas quando viu a quantidade de detalhes que deveria preparar para a realização de um grande evento, decidiu contratar uma consultoria. “Fui ver os doces e me perguntaram se eu já tinha encontrado o fornecedor dos pratos para colocá-los. Pensei que era tudo junto, mas não era. São muitas coisas para ver e queria ter certeza de que não me esqueceria de nada”, ressaltou.

O casamento com o empresário Guilherme Nascimento, de 31 anos, aconteceu em dezembro de 2010, em São Paulo (SP), mas os preparativos começaram um ano antes. A festa para 200 convidados foi cuidadosamente organizada com a ajuda de uma assessoria e acompanhada de perto pelo casal. No início, o noivo achou exagero contratar uma consultoria, mas, no final, aprovou a iniciativa de Priscila. “A assessora ajudou na negociação com fornecedores e intermediou tudo para a festa sair como queríamos. No fim, meu marido confessou que foi o melhor investimento que fizemos”, relembra.

No dia do casamento, a assessoria pode ajudar, e muito, para conferir se tudo ficou ao gosto da noiva. No casamento de Priscila e Guilherme, a contribuição foi bastante providencial. “No dia da festa algumas coisas deram errado. A decoração, por exemplo, não veio exatamente como eu havia pedido. A assessoria resolveu tudo, sem me deixar preocupada. Só fiquei sabendo depois”, explica Priscila.

A função do assessor é contribuir para o casamento sair exatamente como planejado. Ele pesquisa, indica e participa das negociações e definição de fornecedores, desde a compra de flores para a igreja até o cartão de agradecimento dos presentes. O profissional também gerencia todos os contratados. Assim, os noivos e seus familiares podem ter um dia sem preocupações. “É um profissional com conhecimento suficiente para ajudar o casal na escolha dos serviços que serão contratados, indicando sempre opções que se encaixem no perfil do evento”, esclarece a consultora de casamentos Samara Teixeira.

Quem determina o grau de envolvimento do assessor de casamento é o cliente. O profissional pode ser contratado para realizar todas as etapas de preparação para o grande dia ou para organizar simplesmente uma parte, como a recepção ou a celebração religiosa. Por conta desta diversidade de “pacotes”, o preço do serviço é bem variado – em média, o custo fica entre R$ 5 mil e R$ 15 mil. “A ajuda mais valiosa que estes profissionais podem oferecer são soluções concretas com a melhor relação custo-benefício, além de conseguir resultados mais vantajosos nas negociações por preços justos, descontos, prazos e formas de pagamentos”, esclarece Márcia Possik, organizadora de casamentos e cerimônias.

Tudo por conta

Apesar dos benefícios de contar com a ajuda de um profissional do ramo, há quem prefira – e faça questão – de organizar tudo sem consultoria. É possível, se os noivos têm tempo e organização. A analista de sistemas Ana Paula Della Volpe, de 26 anos, e o gerente de operações Luís Eduardo de Oliveira Filho, de 29, se casaram em fevereiro de 2010, em São Paulo. Eles mesmos organizaram a cerimônia e a recepção para 100 convidados, com um planejamento iniciado um ano antes do evento.

A noiva aproveitou a experiência de amigas casadas para pedir indicações de fornecedores e pegar todas as dicas para tudo dar certo no grande dia. “Também pesquisei na internet indicações de serviços já contratados, mas toda a análise, contato e negociação com os fornecedores foram feitos por mim”, diz.

Segundo Ana, tudo correu de maneira tranquila, graças ao planejamento prévio e a ajuda das amigas. A única coisa que a deixou um pouco apreensiva foi a contratação do buffet, pois este foi o único item reservado sem indicação alguma. “Nossa intenção era fazer uma recepção pequena e tivemos dificuldade em encontrar um local com bom custo-benefício, o que demandou uma procura maior antes de decidir”, conta. Mas a surpresa foi boa. No final, todos os convidados elogiaram a comida e o atendimento do local.

A orientadora pedagógica Marjorie Scarpiello, de 31 anos, e o operador logístico Ronaldo Miranda Oliveira, de 34, não tiveram a mesma sorte. Eles se casaram em dezembro do ano passado, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, mas se decepcionaram com o buffet escolhido para a recepção. A organização do espaço, o atendimento aos convidados e a demora para servir as mesas mais distantes da cozinha deixaram a desejar.

“Como já havíamos ido a um casamento no local há cerca de dois anos e fomos muito bem atendidos, jamais imaginaríamos que algo pudessse não funcionar”, comenta Marjorie. Mesmo admitindo que, com a ajuda de um assessor, provavelmente não passaria por isto, ela não se arrepende de ter feito tudo sozinha. “Adorei preparar tudinho, desde as pesquisas até o conceito final. Como já tinha muita ideia na cabeça, chegava aos locais e apenas perguntava se dava para realizar o sonho – dentro do orçamento, claro”, completa.