Conheça a história do casamento de Juliana e Fernando, são-paulinos que trocaram alianças no estádio do time

Juliana e Fernando e o bolo de casamento: noivos fanáticos pelo tricolor
Arquivo pessoal
Juliana e Fernando e o bolo de casamento: noivos fanáticos pelo tricolor
A tarde não era de final de campeonato, nem de show internacional, mas o evento mais importante da vida da engenheira Juliana e do professor Fernando Faria Lima iria acontecer no Estádio do Morumbi: o casamento. São-paulinos e vizinhos do estádio, eles resolveram oficializar a união de uma forma diferente. “As pessoas não acreditavam quando a gente entregava o convite: estádio do Morumbi, Portão 2”, diz Juliana.

Pouco tempo depois que conheceu Fernando, Juliana percebeu que se tratava de um fã inveterado de futebol e, principalmente, do São Paulo Futebol Clube. “Ele leva bem a sério”, diz a engenheira. O professor conta que logo no começo do namoro uma tradição foi criada: a namorada sempre lhe dava camisetas do time como presente de aniversário.

Depois de quatro anos, o casal foi morar junto. Mais quatro anos se passaram e a festa de casamento finalmente aconteceu. “Não gosto muito de festa, nunca tive festa de aniversário. Não queria que meu casamento tivesse aquelas mesmas coisas de sempre”, diz Fernando. “O pavor dele era casar na igreja”, completa Juliana.

Brincando com a namorada, ele dizia que aceitaria fazer uma festa de casamento se fosse num salão de festas recém-inaugurado no estádio do Morumbi. Ela não teve dúvidas e topou.

Na tabela

O local do casamento foi acertado, mas a data ainda precisava de alguns ajustes. “Casei de acordo com a tabela do campeonato”, explica Juliana. A festa não poderia ser feita durante a semana, nem nos horários de jogos. “Imagina só se eu casasse durante um jogo e o São Paulo perdesse? Ia ser considerada a noiva mais pé frio”, ri a engenheira.

Por isso, ela teve que escolher um dia entre as tabelas do campeonato brasileiro e do paulista – no caso, o primeiro sábado de janeiro. “Coincidentemente, janeiro é um mês de sorte para gente. Foi quando começamos a namorar”, lembra Fernando. A data também fez diferença na hora da organização da festa: por conta do recesso, comum em muitas empresas no final do ano, eles tiveram que estar com tudo pronto até a semana anterior ao Natal.

Além disso, o casal teve que pensar em certas adaptações. “Pensamos: ‘puxa, esse ambiente não é reto’. Tem cara de estádio mesmo. Como uma noiva entra aqui?”, lembra Juliana. Ela teve que escolher um vestido de noiva mais simples; o chão foi decorado com rosas e as flores vermelhas deram o tom dos arranjos.

Alma tricolor

“Eu falei para ele: você casa do jeito que quiser”, conta Juliana. O noivo ficou tão animado com a liberdade que acabou ajudando bastante na decoração e na organização da festa. “Foi tudo do jeito que eu quis”, orgulha-se ele.

A festa foi toda decorada nos tons vermelho, branco e preto – as cores do clube. O casal pediu para que as madrinhas fossem de vermelho e para que os padrinhos e os 70 convidados se vestissem da maneira mais confortável possível. Eles dizem que alguns convidados até foram com camiseta de futebol. “Mas o palmeirense veio de traje social”, conta Fernando.

“Escolhi a camiseta que vesti no casamento depois que vi os noivinhos que decoraram o bolo. A artista fez um noivo com uma camiseta igualzinha a que tinha”, diz Fernando. A alma tricolor desse casamento não parou por aí. O casal conseguiu autorização com a diretoria do time para tirar uma foto em cima do escudo e ainda saiu da cerimônia ao som do hino do clube.

“Vai ter revista, com bandeira do Corinthians não entra”

Como o casamento foi num estádio, foi impossível que não se falasse de futebol durante a festa. Juliana conta que um tio dela foi de camiseta do Corinthians e que ficou brincando com Fernando. “Ele queria porque queria tirar uma foto comigo, ficou brincando e me provocando”, brinca o noivo.

“Minha prima, filha desse tio, falou que teria que ir com uma bolsa maior, para levar uma bandeira do Corinthians. A gente brincava e falava para ela: ‘vai ter revista, com bandeira do Corinthians não entra’”, ri Juliana. Mesmo os são-paulinos se mostraram incrédulos da cerimônia acontecer no Morumbi. “As pessoas falavam ‘não acredito que vou para o estádio para um casamento’”, diz Fernando. “Uma amiga minha são-paulina ficou brava e disse que queria ter tido essa ideia no casamento dela”, completa.

Os noivos afirmam que conseguiram diminuir ao máximo os custos da festa. Com o salão, por exemplo, se valeram do fato de ser o primeiro casamento no Morumbi e conseguiram pagar um pouco mais da metade do preço original. O fotógrafo negociou um desconto, já que a festa foi durante o dia e não fechou a agenda do profissional – que pôde trabalhar em outro casamento à noite. “Nos sentimos desbravadores, sabe? Fazendo tudo pela primeira vez”, fala o professor.

Pouco mais de um ano se passou desde o casamento e o casal conta que ainda é referência entre os amigos. “Toda vez que me encontra, o dono do espaço fala para as outras pessoas ao meu redor que eu casei aqui no Morumbi”, alegra-se Fernando.

O estádio continua muito presente na vida de Fernando e Juliana. A engenheira está grávida de uma menina, Sabrina. “Você acha que ela já não tem vestidinhos e roupinhas do São Paulo?”, brinca Juliana. “Vi que abriram um buffet infantil aqui do outro lado do Morumbi. Quem sabe...”, sonha Fernando.

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