Fugir dos pratos típicos é uma forma de imprimir personalidade do casal à festa e sentir-se em casa no grande dia

Rafaella e Marcelo escolheram um cardápio de comidinhas de boteco
Arquivo pessoal
Rafaella e Marcelo escolheram um cardápio de comidinhas de boteco
A mesa de bar sempre esteve na vida de Rafaella e Marcelo. Primeiro durante a amizade, depois nos sete anos de convivência sob o mesmo teto. Até o pedido de casamento teve uma mesa de bar como testemunha. Claro que a festa para celebrar a união das escovas de dentes não podia ser diferente. “Desde que comecei a planejar, já sabia que meu casamento seria diferente dos tradicionais. Quando encontramos o buffet especializado em comidinhas de boteco, ficou muito claro qual seria o tema da festa”, conta Rafaella, gerente de projetos de 30 anos. Coxinha, bolinha de queijo, caldinho de feijão, linguiça acebolada… Os petiscos típicos de boteco fizeram sucesso entre a máquina de chope, as caipirinhas e as lousas onde estavam expostos os itens do menu.

A assessora de casamento Jane Alves, de São Paulo, confirma a tendência. Se antes se procurava a tradição, hoje personalizar é a palavra de ordem. “Escolhas pessoais dão outro sabor à festa. Mas não podemos esquecer que a festa não é só para os noivos. O perfil dos convidados não pode ser esquecido jamais”, bem lembra Jane.

Portanto, se quiser inserir no menu uma comidinha que faz parte da sua história, melhor ela não ser muito exótica. Se for, é preciso oferecer opções agradáveis à maioria dos paladares. Servir só comida japonesa e hashi pode deixar bastante constrangido quem não está familiarizado com os sabores e o utensílio oriental.

A analista de sistemas Renata Omori, 29 anos, tomou esse cuidado ao incluir os pratos típicos japoneses em sua festa. Sua família estava para lá de acostumada com sushis e sashimis, mas os outros convidados tiveram a opção de usar garfo e faca ou se servir do menu ocidental, com carne e massa. “Sempre soube que queria comida japonesa, por isso até escolhi um buffet cujos donos são japoneses”, explica a noiva, que só ouviu elogios dos convidados.

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Papo de buffet

Você não precisa ter na cabeça cada prato que quer ter no menu de sua festa para personalizar o evento. Muitos buffets têm o cuidado de ter uma boa conversa com os noivos para conhecê-los e só então elaborar e sugerir um cardápio. “Além de entender se a festa que os noivos desejam é formal ou informal, qual o horário e se existem restrições alimentares, sempre pergunto quais restaurantes eles costumam frequentar. Tudo isso ajuda na criação”, diz o chef João Belezia, de São Paulo, do buffet de mesmo nome.

A origem da família é outra inspiração para o chef. João não se importa em reproduzir receitas familiares e sugere uma boa saída para levar a personalização ao máximo: os menus degustação, que permitem a combinação de até 20 receitas diferentes.

Sócia do buffet Zest Cozinha Criativa, a empresária Daniela Kishimoto adora quando os noivos pedem inovação. Ao lado do chef Juliano Cordeiro, ela já criou um menu rock ‘n roll. Todos os pratos batizados foram com nomes de músicas de rock clássico. Em outro casamento, eles reproduziram a receita de sopa da avó suíça do noivo. “No final ele ainda falou que a nossa tinha ficado melhor que a da avó”, diverte-se Daniela.


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