Para reduzir custos, casal aluga sala de cinema para celebrar casamento. Segundo organização do estabelecimento, é a primeira vez que o fato ocorre no Brasil

Irreverência e economia: aluguel custou metade de um buffet tradicional
Pedro França / Ouse Casar
Irreverência e economia: aluguel custou metade de um buffet tradicional
Casar no cinema é mais barato. Essa foi a conclusão de Lucas Beserra, 20, e Aline Ferreira, 19, após pesquisarem preços em vários salões de festa em Brasília. Segundo o noivo, as casas da cidade costumam alugar espaços apenas com o pacote de buffet, decoração e música inclusos. “Não achamos nada por menos de R$ 30 mil”, conta. Foi quando Aline sugeriu pagar por uma sala de cinema para firmarem os votos de casamento. E o preço caiu pela metade – R$ 15 mil.

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A cerimônia foi marcada para as 10 horas da manhã deste domingo em uma sala de cinema da rede Kinoplex, com lotação máxima de 300 pessoas, em um shopping da capital (veja fotos na galeria ao final da página). “É a primeira vez, em 90 anos do grupo, que celebramos um casamento dentro de uma sala de cinema. Acredito que estamos tão emocionados quanto a noiva”, diz o diretor de planejamento da rede Kinoplex, Miguel Fontanet. O espanhol viajou do Rio de Janeiro a Brasília para acompanhar o evento.

Os primeiros convidados chegaram às 9h30. No lobby, funcionários do cinema distribuíram porções generosas de pipoca e refrigerante. Não demorou 20 minutos para uma longa fila de pessoas vestidas a rigor se formar em frente ao balcão para reabastecer os saquinhos de pipoca. “É a primeira vez que venho ao cinema de vestido longo e salto agulha”, conta Andréia Ferreira, amiga da noiva e madrinha de casamento.

“De janeiro a janeiro”
A cerimônia começou às 10h40. Primeiro foi exibido um curta-metragem de 15 minutos sobre a história dos noivos e como se conheceram. Segundo Lucas, o nome da produção – “De Janeiro a Janeiro” – representa como o amor está sempre presente na vida do casal. No fim da apresentação, a noiva fez sua entrada e desceu os desníveis da sala com alguma dificuldade, seguindo a caminho do altar improvisado entre a primeira fileira e a tela de projeção.

Embora a festa fosse realizada num ambiente pouco ortodoxo, o casamento de Aline e Lucas seguiu todos os trâmites de uma cerimônia tradicional. A noiva entrou de branco, com um vestido rendado e clássico. A banda tocou a marcha nupcial, os padrinhos ocuparam as primeiras fileiras e o noivo chorou ao falar sobre como espera envelhecer ao lado da companheira.

Casar no cinema, no entanto, também tem desvantagens. Em função da alta rotatividade de público, não foi possível realizar um ensaio com os padrinhos e as daminhas. Coube ao cerimonialista orientar todo mundo na hora sobre o caminho a tomar e o local a sentar. Por se tratar de um cinema, também não houve muito espaço para os convidados circularem no breve coquetel oferecido após a celebração.

Os convidados tiveram que deixar o local às 13h, pontualmente. Uma hora depois, a sala 4 do complexo já estaria aberta ao público tradicional. Mesmo assim, era visível que todos aprovaram o evento. “Foi no cinema que nós trocamos o primeiro beijo, foi muito emocionante dar o primeiro beijo como casada também no cinema”, comemora a agora senhora Aline Beserra.

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