Quem opta por um casamento coletivo precisa ser flexível e entender que nem tudo será exatamente do jeito que sonha

Bia dividiu o casamento com o primo:
Arquivo pessoal
Bia dividiu o casamento com o primo: "faria tudo de novo"
Custos divididos e holofotes também. Assim são os casamentos onde dois ou mais casais resolvem compartilhar o grande dia. Desde a igreja até o salão, tudo será motivo de muita conversa e alguns sonhos ficarão pelo caminho. Ruim? Quem participou de um casamento coletivo garante que não. “Eu faria tudo de novo. A festa foi incrível e a cerimônia emocionante”, afirma a empresária Bia Malfatti, 40, que dividiu o casamento com seu primo.

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Por envolver mais de um casal, o casamento coletivo precisa atender a desejos e expectativas bastante diversas. “Quem quer um casamento coletivo não pode pensar que vai ser tudo exatamente do jeito que sempre imaginou. Em uma ou outra coisa tem que ceder. Da cor da decoração às músicas da festa, muita coisa precisa ser negociada”, afirma a fisioterapeuta Priscila Miranda, 28, que se casou na mesma ocasião que a irmã.

Afinidade entre os casais torna mais fácil tomar essas decisões, mas não precisa ser a única razão para um casamento coletivo. A coordenadora de mídias sociais Ana Flavia Lachia Petrenko, 28, conta que dividir o casamento com a irmã, Ana Paula, também foi uma questão de praticidade. “Nossa outra irmã viria da Austrália para os casamentos. Resolvemos simplificar e fazer juntas”.

Ana Flávia dividiu o casamento com a irmã: questão de praticidade
Luiza Marques
Ana Flávia dividiu o casamento com a irmã: questão de praticidade

Conciliar agendas

Talvez “simplificar” não seja a palavra correta, como Ana Flavia admite. Apesar de parecer mais fácil e barato, o casamento coletivo pode enganar. As dificuldades vão desde conciliar os horários de todos os envolvidos para se reunir com fornecedores até encontrar profissionais que entendam as particularidades do evento.

Bia Malfatti, 40, dividiu o casamento com o primo e conta que não houve desentendimentos na escolha dos detalhes da festa. O grande inimigo foi mesmo a agenda. “O único problema foi conciliar horários. Ficamos um pouco estressados”, diz.

A escolha dos fornecedores foi influenciada pelo estilo do evento. Como a lista de convidados do casamento era grande, quase 600 pessoas, os casais precisaram escolher com atenção empresas que pudessem executar um bom serviço. “Contratamos um buffet especializado em grandes festas. Apesar de muitos convidados serem parentes e amigos em comum, nossa lista era imensa. O fornecedor precisava ter estrutura para atender tanta gente”.

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Bia no casamento duplo: escolha cuidadosa de fornecedores
Arquivo pessoal
Bia no casamento duplo: escolha cuidadosa de fornecedores
Fotos em dobro

Foto e vídeo também merecem planejamento. Além da atenção exclusiva que cada casal precisa em determinados momentos da cerimônia e da festa, os profissionais precisam estar bastante afinados para fazer o trabalho sem contratempos.

Esse foi justamente o problema enfrentado pela fisioterapeuta Anna Thereza Maximo, 34, no seu casamento duplo, dividido com a irmã. “Eu deveria ter prestado mais atenção. Achava que foto era simples, qualquer um poderia fazer. Mas estava errada. Meu casamento foi maravilhoso, mas as fotos realmente deixaram a desejar”.

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O fotógrafo Gustavo Vanassi fotografou o casamento de duas irmãs gêmeas. Dobrar o número de profissionais foi apenas o primeiro passo. Antes do evento todos os envolvidos passaram por uma simulação do casamento coletivo. O grande desafio era ter várias alternativas de ângulos bons para fotografar e garantir que um membro da equipe não atrapalhasse os demais.

“A gente se preparou bastante. Era o dobro de pessoas no altar. Durante os ritos tradicionais tínhamos que achar ângulos interessantes e tirar boas fotos. O casamento duplo é mais trabalhoso”, conta Gustavo.

Ana Flavia e a irmã: uma de branco, outra de off white sem problemas
Luiza Marques
Ana Flavia e a irmã: uma de branco, outra de off white sem problemas
Vestido de noiva

Entre tanto a ser combinado, o vestido é o item mais pessoal de todos. “Minha irmã casou com vestido curto e eu com longo. Não nos preocupamos em combinar os vestidos porque era direito de cada uma usar o que desejasse”, lembra Priscila.

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Ana Flavia faz coro e considera o vestido a parte mais individual de um casamento coletivo. “Experimentamos os vestidos juntas, mas cada uma escolheu o que gostava: casei de off white e ela de branco. Eu não tinha véu e usei o cabelo solto, ela colocou véu e prendeu o cabelo”.

A estilista Penha Maia, da grife especializada em noivas Pó de Arroz, passou pela experiência de confeccionar vestidos para duas irmãs que dividiram o casamento. Apesar de haver uma preocupação dos vestidos não destoarem muito um do outro, o que prevaleceu foi a escolha de cada uma. “Queríamos algo harmônico, mas respeitamos os pedidos das noivas. Elas precisam se sentir bem acima de tudo”. Em qualquer casamento.

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