Envolvimento familiar, negociação incansável, compras separadas: três noivas contam como conseguiram descontos significativos no valor dos casamentos

Está para nascer a noiva capaz de ficar no primeiro orçamento estabelecido para a cerimônia e a festa. Mas isso não significa que é preciso ter um caminhão de dinheiro à disposição para ser uma noiva satisfeita. Inspire-se com a história de três felizes mulheres que conseguiram economizar em itens indispensáveis e realizaram – ou estão prestes a realizar – o casamento dos sonhos.

Mariana Silveira escolhe forminhas de doce em loja na 25 de Março: compras separadas garantiram economia de 40%
Bruno Zanardo/Fotoarena
Mariana Silveira escolhe forminhas de doce em loja na 25 de Março: compras separadas garantiram economia de 40%
Forma e conteúdo: compras separadas

A região da rua 25 de Março, em São Paulo, é o paraíso da pechincha e das compras de Natal. Mas as futuras noivas também deveriam descobrir suas ruas cheias de lojas populares. Com o grande dia marcado para 14 de maio, a advogada Mariana Silveira, de 27 anos, aventurou-se na multidão de um sábado de manhã na “Vinte e Cinco” (como a rua é conhecida pelos paulistanos) para procurar formas para os docinhos.

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"A doceira com a qual encomendei os doces só entrega nas forminhas simples, de papel celofane. Como ela cobrava mais barato do que as outras, achei que valia o esforço”, explica ela, quase enlouquecendo com os últimos preparativos. E bater perna pagou o sacrifício. Comparando ao preço orçado com outras doceiras, a economia foi de cerca de 40%, colocando na conta os 850 doces encomendados e as forminhas mais requintadas compradas pela noiva.

Não apenas as forminhas são encontradas no comércio popular. Vários adereços, como aqueles para pista de dança (óculos, tiaras e pulseiras, entre outros), são vendidos nestes locais por preços ótimos. Acessórios de cabeça da noiva também são encontrados na 25 de Março por preços justos. “Vá com tempo e disposição pra andar e pesquisar muito”, recomenda a assessora de eventos Alê Loureiro. “As noivas prendadas podem até comprar material por lá e fazer lembrancinhas ou porta-guardanapos para o casamento”.


Antônia Bergamo e o noivo receberam socorro familiar quando o dinheiro acabou: sogra e madrinha assumiram a mesa de docinhos...
Arquivo pessoal
Antônia Bergamo e o noivo receberam socorro familiar quando o dinheiro acabou: sogra e madrinha assumiram a mesa de docinhos...
... e não fizeram feio
Arquivo pessoal
... e não fizeram feio
Mutirão do casamento: envolvimento familiar

Se tivesse um Oscar para a noiva que mais conseguiu economizar, ele iria para a atriz Antônia Futuro Bergamo, de 27 anos. No final de 2009, ela se tornou uma mulher casada após muito esforço. Os rendimentos do casal não permitiam esbanjar. Mas ninguém diz, pelas fotos, que ela não gastou centenas de milhares de reais com a festa.

A diferença no plano de casamento de Antônia foram os amigos e familiares. Gastar com RSVP? Que nada! Com um celular pré-pago, uma amiga desempregada resolveu a questão. O layout do convite ficou por conta dos colegas da agência de publicidade onde ela trabalhava na época ( veja 21 respostas sobre convites de casamento aqui ). A decoração também saiu baratinha, cortesia de uma tia de “consideração”. A equipe de foto e vídeo era profissional, mas estava começando no ramo, por isso cobrava pouco. “A decoração da igreja não tinha como driblar, pois o lugar só trabalhava com uma empresa específica. A família não pensou duas vezes e fez uma vaquinha pra pagar”, conta Antonia.

O espaço da festa só foi escolhido depois de muita pesquisa. “Fugi daqueles salões tradicionais e concorridos. Paguei menos e a comida era ótima!”. Mesmo com toda a economia, uma hora o dinheiro acabou de verdade. Resignada, ela anunciou que desistira da famosa mesa de doces. E lá vieram a sogra e a madrinha para salvar os noivos em apuros: se prontificaram a preparar todos os docinhos! “Foi divertido. Dois dias antes do casamento tinha uma legião de mulheres de touquinha reunida na cozinha para fazer as delícias”, lembra.

Além de gastar menos, a tática de Antônia reuniu todas as pessoas queridas em um mesmo objetivo. “Fugir do circuito tradicional de espaços de casamento é uma das maneiras mais fáceis de economizar”, diz Alê. Pedir a ajuda de amigos e abusar das aptidões de cada um também ajuda muito. “Só não se esqueça que estes amigos e familiares devem aproveitar a festa, por isso, neste momento, a única tarefa deles deve ser a de se divertir”, recomenda a assessora. Ela também sugere à noiva preparar ela mesma alguma coisa, como a lembrancinha. “É uma forma de economizar e colocar carinho no que está oferecendo aos convidados”.

A arte da pechincha: negociação incansável

A fisioterapeuta Egle Della Paschoa, 29 anos, vai se casar em novembro de 2011. Como sempre sonhou, vai dizer o "sim" na igreja e receber os convidados em um salão, numa festa para mais de 300 pessoas. Uma das primeiras coisas que ela quis acertar foi a decoração. "Fiquei com um pouco de receio, porque eu e o meu noivo temos um estilo mais despojado e até hoje só vi decorações muito clássicas", conta. Um dos primeiros orçamentos que chegou na sua caixa de e-mail foi de uma empresa tradicional do ramo. "Eles queriam cobrar 6 mil reais só pela igreja!".

Por obra do destino, Egle reencontrou uma ex-paciente, Sonia Zonaro . Ela não apenas é decoradora de casamentos, como ministra cursos sobre o tema. "Contei a ela o meu dilema e pedi um orçamento. O primeiro ficou em R$ 11 mil para a decoração tanto da igreja quanto do salão. Negociei muito e provei que a decoração da festa seria mais simples do que aquilo que ela está acostumada a fazer. Chegamos nos R$ 5 mil reais e ainda tenho a possibilidade de acompanhar de perto suas decisões", diz a noiva.

As empresas costumam ter modelos de decoração pré-definidos. Mas vale negociar e pesquisar substituições à altura para usar materiais e flores mais baratas (como as flores da época; veja aqui as melhores espécies para cada estação ) sem comprometer a beleza do ambiente. Fazer diversos orçamentos com empresas diferentes também aumenta seu poder de barganha.

A assessora de eventos Alê Loureiro, no entanto, ressalta que a sorte também ajudou Egle, pois é difícil conseguir descontos tão bons assim com completos desconhecidos. Para ela, as noivas devem observar itens além do preço ao escolher o fornecedor. “Não se esqueça de pedir um detalhamento de todas as peças e flores que serão usadas, conversar com outras noivas que já usaram o serviço ou até acompanhar o trabalho deles em outra festa”, recomenda. 

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