Convidar ou não o chefe? E aqueles tios distantes? Os pais dos noivos podem tomar conta da lista? Especialistas respondem

Lista de convidados: critérios ajudam os noivos a decidir
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Lista de convidados: critérios ajudam os noivos a decidir
Nomes de primos e amigos são cortados, recolocados e cortados novamente; pais dos noivos indicam pessoas desconhecidas para serem convidadas; noivos debatem a quantidade total de pessoas: a hora de fechar a lista de convidados é uma das mais tensas de toda a organização do casamento. Para a tarefa não tirar o sono dos noivos, a cerimonialista e autora do livro “Casamento sem Frescura” (Editora Melhoramentos) Cláudia Matarazzo afirma que eles precisam, em primeiro lugar, ter em mente a quantidade de pessoas que querem em sua festa. “A primeira coisa é descobrir o número de pessoas e a verba que eles têm para o casamento”, diz Cláudia.

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Outras técnicas podem ajudar. “Sugiro aos noivos colocar todo mundo que eles gostariam de convidar no papel – e trabalhamos a partir daí”, comenta Marina Bedaque, da Coordinare Eventos. “É com base na quantidade de convidados que a maioria dos serviços são contratados. A lista também nos dá uma ideia do estilo da festa e dos gastos totais”, completa a assessora Julia Pessoa, da Oh!Happy Days.

Se a lista bruta de pessoas não estiver em mente, o casal deve ter ao menos uma ideia da quantidade de pessoas que quer ter na festa. De acordo com o organizador de casamentos Ricardo Ranier, a partir do número bruto o casal divide a quantidade de convites que fica para cada um. “Para fazer um critério absolutamente justo, a família do noivo tem direito a convidar 25%, a da noiva 25% e o casal, 50%”, observa Cláudia.

Critérios rigorosos

Com o número de convidados acertados, os nomes começam a aparecer na lista. Mas qual critério adotar? Segundo Marina Bedaque, os noivos precisam se lembrar de que o casamento é uma festa familiar. “Eles devem convidar pessoas do seu convívio diário, pessoas que têm significado para eles”, explica Marina.

Já Cláudia Matarazzo é mais objetiva. “Você não precisa convidar para o seu casamento quem nunca foi na sua casa”, analisa a cerimonialista. Para ela, a ideia de uma festa de casamento é o casal comemorar com quem está envolvido diretamente com o relacionamento.

Além disso, serão estes critérios que ajudarão os noivos a cortar pessoas da lista, se isto for necessário. “Os noivos podem começar cortando quem nunca foi nas suas casas. Depois as pessoas do trabalho. Os últimos a se cortar são familiares e amigões”, aconselha Cláudia Matarazzo. “Os noivos podem cortar pessoas com quem ambos têm uma relação superficial”, acrescenta Ricardo Ranier.

Família distante

No entanto, nem sempre os laços de sangue garantem um convite. “Não é só por alguém ser da família que os noivos são necessariamente obrigados a convidá-lo”, atesta Cláudia. De acordo com ela, se o familiar em questão não fala com os noivos ou não os vê há mais de três anos, o convite é dispensável.

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Em alguns casos, são os pais dos noivos que fazem questão de convidar os familiares mais distantes, pois têm boas relações com eles, apesar dos noivos os conhecerem pouco. “E quando acontece de convidar todos os tios e não convidar apenas um? Não tem necessidade disso”, fala Marina. Para estes familiares não se sentirem de fora do casamento, Julia Pessoa sugere aos noivos o envio de um cartão contando sobre o casamento e ainda os convidando para conhecer a sua nova casa.

Porém, se um dos noivos recebeu o convite de casamento desses familiares, é educado convidar em retribuição. “Mas não convide contando que ele não irá”, aconselha Ricardo.

Outro detalhe que não pode ser ignorado, lembram Cláudia e Marina, é que quem paga a festa tem direito a convidar mais pessoas. Ou seja, se são os pais da noiva ou do noivo que estão assinando os cheques, é educado deixar que eles convidem seus amigos e familiares.

E no trabalho?

“Casamento não é um evento corporativo, nem uma reunião comercial”, diz Ricardo Ranier. Portanto, não há necessidade de convidar todo o departamento ou chamar todo mundo do trabalho.

Quando o assunto é o chefe, os assessores divergem. Cláudia Matarazzo recomenda convidá-lo, sempre. Para Ricardo e Marina, o convite depende do relacionamento: se a pessoa é próxima do chefe, tudo bem chamá-lo para a festa; se não, tudo bem não chamá-lo. “Nem todo chefe quer dançar na pista com seus funcionários”, brinca Ricardo.

“Um bom critério é chamar apenas as pessoas com quem você tem uma relação fora do escritório e, para os outros colegas mais próximos, separar bem-casados ou um pedaço do bolo e entregar na volta da lua de mel”, sugere Julia Pessoa. Se for convidar poucas pessoas do trabalho, Ricardo aconselha não fazê-lo durante o expediente. “É bom pedir sigilo para os convidados e evitar comentários no ambiente de trabalho”, aconselha Ricardo.

Se você ainda está na dúvida, lembre-se que nem sempre um convite é bem-vindo. Chamar pessoas com quem não se tem muita convivência é tão inconveniente para ela quanto para os noivos. “As pessoas do trabalho que não são convidadas entendem e dão graças a Deus. Quem gosta de casamento é só quem está realmente envolvido com a festa ou com os noivos, o resto das pessoas acha bem sem graça”, diz Cláudia Matarazzo.

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