A famosa “Dona Conceição” oferece mais do que bolinhos saborosos às noivas

Dona Conceição: “Eu amo bem-casados”
Lúiz Henrique Mendes
Dona Conceição: “Eu amo bem-casados”
É quase um evento. As noivas chegam ao show-room de bem-casados da Dona Conceição, localizado na zona sul de São Paulo, acompanhadas por muita gente. Mãe, tias, irmãs e avós passam até duas horas fechadas numa sala em busca da embalagem perfeita para os bolinhos famosos.

As opções vão do crepom nacional aos sofisticados tecidos importados. Conceição Amaral, a famosa dona Conceição, elege o mais bonito entre eles: “Adoro as embalagens clássicas, com flores. A minha preferida é com camélia”, diz.

Mas, para muitas noivas, a escolha costuma ser difícil. “Mudam de ideia e votam até cinco vezes, outras pensam em trocar a decoração do casamento por conta da embalagem”, conta Marcela Pizzo, que atua no marketing da empresa.

Modelos exclusivos também podem ser desenvolvidos. A assessora dobra, enrola, enlaça e, se a noiva não gostar, faz tudo de novo e diferente. Entre uma tentativa e outra as clientes comem os bem-casados, que chegam acomodadas numa bandeja prateada.

Mais da metade das clientes partem das cidades do interior ou de outros estados. “A Conceição existe mesmo?”, perguntam. As consultoras acham graça e mostram fotos da empresária ao lado de personalidades, como as apresentadoras Ana Maria Braga e Luciana Gimenez.

Aos 74 anos, a doceira divide seu tempo entre o show-room e a fábrica. “Consegui formar uma equipe que tem minha total confiança, mas, mesmo assim, quase todos os dias passo na produção e vejo se está tudo do jeito que eu gosto”, conta ela.

Camélia de papel e laço de cordão, o preferido
Lúiz Henrique Mendes
Camélia de papel e laço de cordão, o preferido
Conceição vistoria as partes que formam os bem-casados - elas devem estar igualmente douradas e sem bolhas. É nesse momento que costuma fazer uma das coisas que mais gosta: “Adoro comê-los assim que as bolachas saem do forno, quentinhas. Recheio e como na hora”, entrega.

A receita é conhecida apenas pelos filhos, que tocam a empresa: Margarida é diretora de planejamento e Fábio comanda a parte comercial. Para a empresária, o segredo do sucesso está em cada detalhe: “Já trabalhei com diversos tipos de doces e o preparo de nenhum deles é tão delicado e difícil quanto o dos bem casados. Fazer um bem casado leve e saboroso é uma arte”, diz.

Para visitar o show-room é preciso marcar hora. A unidade simples, embalada com papel crepom nacional e fita de cetim, custa R$2,40. O preço aumenta de acordo com a sofisticação do material e das ideias mirabolantes das noivas que ao final da festa poderão dizer: “Gostou? É da Conceição”.

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