No caso de separação, a garantia vale por uma celebração de divórcio. Mas, se tudo der certo, o casal ganha uma cerimônia de bodas

Fredh celebrando um casamento: garantia de cinco anos
Arquivo pessoal
Fredh celebrando um casamento: garantia de cinco anos
Simpatias, testes, aconselhamento: as técnicas podem ser as mais diversas, mas é impossível prever se um casamento vai dar certo. Na impossibilidade de uma resposta única, criam-se alternativas. Como a proposta do celebrante Fredh Hoss: casamento com garantia. De cinco anos.

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Junto ao contrato feito com os casais, Fredh anexa um de garantia. Se o casamento dura até cinco anos, esta garantia pode ser trocada pela celebração de uma boda. Se termina antes disso, ele se oferece para celebrar o divórcio.

O conceito pode parecer estranho, mas já foi moda nos Estados Unidos e faz sentido. “Vale a pena celebrar uma separação positiva”, diz Fredh. Segundo ele, se a separação é feita de maneira amigável, o casal não precisa dividir os amigos e pode, sim, comemorar uma nova fase na vida. “Celebra-se a existência de uma harmonia que permanecerá depois do divórcio”, afirma.

“Os casais costumam levar na brincadeira quando falo [da garantia] para eles”, diz Fredh, que celebra casamentos há mais de 10 anos. Segundo o celebrante, é melhor aconselhar o casal durante os primeiros anos do que fazer uma separação. Mas se o fim é inevitável, é melhor fazê-lo da maneira mais feliz para os noivos.

Fredh garante que nenhum dos quase 300 matrimônios realizados por ele terminou em divórcio. “Pelo contrário, já fui chamado para fazer bodas de cinco anos”, comenta. “As bodas são o princípio do casamento. A promessa da continuidade começa ali”, avalia o celebrante. Para ele, isto reforça a importância da vantagem oferecida em seus contratos: o casal se sente incentivado a comemorar as bodas. Assim, a garantia acaba funcionando como um incentivo a mais para evitar o divórcio.

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