Elas não cooperam com o casamento, não ajudam na cerimônia e só enlouquecem as noivas

Ser madrinha de um casamento é algo bastante significativo. Afinal, uma madrinha deve cooperar na organização do casamento, tranquilizar os noivos e, no mínimo, não atrapalhar a cerimônia, certo? Conversamos com alguns casais que mostram que não é bem assim. Cuidado ao escolher a sua!

Conflito de agenda

Amanda e o noivo, Marcelo, no dia do casamento: pedido de mudança da data por causa das férias da madrinha
Arquivo pessoal
Amanda e o noivo, Marcelo, no dia do casamento: pedido de mudança da data por causa das férias da madrinha
O que aconteceria se alguém pedisse para você mudar a sua data de seu casamento? E se esse alguém fosse a madrinha e a razão do pedido fossem as férias dela ? Pois bem, foi nessa sinuca de bico que a bióloga Amanda Mirasierras ficou em outubro do ano passado.

“Marcar casamento é complicado, mesmo com um ano de antecedência. Sabíamos que queríamos um dia entre outubro e setembro de 2010. Nem escolhi a data do casamento, por desistência consegui que o sítio onde faríamos a festa encaixasse nossa data no dia 11 de setembro”, diz Amanda, que se casou este ano. A noiva conta que, logo depois de avisar a todos da data, recebeu a ligação de uma de suas quatro madrinhas. “Ela falou que estava pensando em marcar as férias neste mês, e pediu para que eu mudasse a data do casamento”, conta a noiva.

Amanda diz que negou o pedido da madrinha – que era sua amiga de infância – e explicou que não conseguiria agendar outra data no local que queria. Mesmo assim, a madrinha ficou chateada com a noiva e se afastou dela durante todos os preparativos do casamento. “Era minha amiga desde os seis anos de idade, não esperava esse tipo de reação. Além disso, ela tinha o ano inteiro para marcar as férias”, comenta a noiva.

“Sei que não foi por maldade que ela fez, ela achava que não tinha problema nenhum em mudar a data. Mas fiquei chateada, mesmo assim”, diz. Ela conta que voltou a falar com a madrinha dois meses antes do casamento, quando a amiga passou por problemas familiares. E mesmo assim, a madrinha ainda deu trabalho com relação ao vestido e ao presente, deixando a noiva mais nervosa ainda.

A noiva conta que não fez exigências para os convidados, e que tentou fazer com que eles ficassem livres .“Não fui uma daquelas noivas neuróticas. Esse deve ter sido o meu erro. Acho que todo mundo espera que a noiva seja neurótica, por isso ela tem que aproveitar”, afirma Amanda.

No final das contas, a madrinha em questão compareceu ao casamento. “E não tirou as férias até hoje”, completa Amanda.

Cores de vestido

Com muita calma. Foi assim que a administradora Mariana Pereira tentou organizar o esquema de cores dos vestidos da madrinha. Com dois meses de antecedência, a noiva mandou um email a respeito para as madrinhas. Mesmo assim, a duas semanas do casamento, ela descobriu que metade do seu altar estaria usando a mesma cor.

Quando duas das madrinhas descobriram que iram usar vestidos de cores parecidas, ficaram bravas com a noiva. “De repente, todas começaram a ligar para mim para saber qual era a cor do vestido da outra”, conta Mariana. Preocupada com os outros preparativos do casamento, ela ficou perdida no meio do bombardeio de perguntas.

Ao discutir sobre as cores de vestido, as madrinhas “falavam em ‘rosa queimado’, ‘rosa antigo’ e ‘marrom rosê’”, lembra a noiva. “Resumindo, é tudo igual. Mas eu surtei mesmo quando descobri que a minha cunhada iria de rosa”, continua. Depois de uma semana de preocupações, ela diz que o que lhe restou foi chorar e esbravejar com os outros. “As madrinhas são as pessoas mais próximas, a gente não sabe se é melhor ou pior. Por serem irmãs, amigas, primas, elas acham que podem tudo”, fala.

Logo após o “surto”, Mariana diz que decidiu não se importar mais. Pediu para que todas as madrinhas fossem do jeito que quisessem. “Na hora eu nem vou perceber mesmo a cor dos vestidos”, diz. Mas a solução não esconde o trauma: “Se me perguntassem hoje se queria casar ou comprar uma bicicleta, diria a bicicleta”, brinca.

Mais atrasados que a noiva

Os convidados tendem a ficar levemente irritados quando a noiva se atrasa. O noivo, então, fica uma pilha de nervos. Mas, quando os padrinhos fazem isso, como os noivos devem se sentir? A organizadora Jane Alves trabalhou em um casamento que teve exatamente esse problema.

“O casamento era num sítio e todos os padrinhos por parte do noivo resolveram ir juntos, em carreata. Acredito que eles já tenham saído atrasados do local e, no decorrer do caminho, ainda tiveram alguns problemas. O resultado foi que a cerimônia atrasou duas horas e meia”, conta Jane. Ela diz que os pais do noivo estavam nesse comboio, por isso não podia começar o casamento.

Jane ainda conta que o comboio se separou e, quando o pai do noivo chegou, ele estava sem parte da roupa da festa – que estava em algum dos outros carros. Nesse meio tempo, os músicos que iriam tocar na entrada do casamento tiveram que ir embora. “Eles tinham sido contratados para aquela hora, e tinham outros trabalhos em outros horários”, diz.

“A noiva ficou bem chateada porque o sonho dela era entrar com o violino, e isso não aconteceu”, lembra Jane. A organizadora disse que ela mandou começar a cerimônia assim que os primeiros casais de padrinhos chegaram. “A tia do noivo não participou, mas a cerimônia não podia aguardar mais. Ela achou um absurdo, achou que era uma falta de respeito com ela, e foi embora”, diz.

Mesmo depois de meses da festa, esta tia ainda não fala com os noivos, por se sentir desrespeitada. “Na visão dela, a gente tinha que esperar. Afinal, ela era uma madrinha”, conta Jane.

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