Em sua segunda edição, a Parada das Noivas "celebrou a igualdade entre os gêneros", segundo organizadores

Apesar das 110 inscritas, pouco mais de 30 "noivas" apareceram para desfilar na segunda edição brasileira da Parada das Noivas, realizada na tarde de ontem no Parque do Ibirapuera. O número, embora baixo, foi suficiente para a diversão.

Vestidas de longos, curtos, brancos e off-whites (nenhuma foi ousada a ponto de adotar a tendência dos vestidos coloridos sugerida pelos últimos desfiles nacionais e internacionais ) e carregando buquês, as mulheres atravessaram parte do parque rumo ao Momumento às Bandeiras ouvindo buzinadas e assovios dos passantes, em uma carreata que incluía dois batedores e uma carruagem puxada por um cavalo paramentado. "Tanta noiva aí e eu aqui precisando de uma", brincou um motorista. "Conversa com elas", sugeriu prontamente uma integrante da organização do evento. "Mas elas nem olham!", respondeu, queixoso.

À frente do grupo vinha a atriz Isadora Ribeiro, 47 anos, madrinha desta edição ao lado da apresentadora Mara Bastos, "madrinha pioneira" do evento. Curiosamente, Isadora nunca se casou de vestido, véu e grinalda, embora já tenha sido casada duas vezes. "Só usei vestido de noiva para capas, editoriais ou em novela", contou. "Mas aceitei o convite pelo que o evento representa: liberdade e respeito para a mulher e a igualdade dos gêneros".

Faz coro com ela a empresária Val Lima, cofundadora da HV7 Cerimonial e organizadora do evento ao lado do cerimonialista Fredh Hoss , seu sócio. "Hoje a mulher paga pelo próprio casamento e escolhe o noivo, coisa que não acontecia poucos anos atrás", diz. "Reunimos todos os tipos de mulheres aqui, até as que não querem se casar".

Gabriela, 8 anos, foi à parada acompanhada da mãe
Marilia Amaral Rigor/Divulgação
Gabriela, 8 anos, foi à parada acompanhada da mãe

Gabriela Mendes é uma que ainda não pensa em casamento. Afinal, ela tem 8 anos. Participou da parada junto da irmã Carolina, 10, e da mãe, Cristiane, 35 e recém-casada em segundas núpcias. "Viemos brincar de noiva", disse Cristiane.

Lilian Regina, 27 anos, entra na igreja ano que vem - mas só como madrinha de uma amiga. Embora tenha namorado, ela ainda não planeja se casar, mas sonha com uma festa desde pequena. Já até imaginou o vestido ideal: "vai ser off-white, com as costas de fora. Sexy, mas não vulgar. Inspirado em tango, com flores vermelhas, sabe?", descreveu. Se pudesse, Lilian gastaria pelo menos R$ 100 mil em seu casamento.

Já Marina Galvão, 23 anos, buscava algo mais imaterial. "Totalmente solteira", Marina achou que o evento poderia ajudá-la a renovar a combalida crença no romantismo. "Tive umas decepções ultimamente", desconversou. Ela foi ao evento direto do trabalho, improvisou a maquiagem no ônibus, prendeu o arranjo florido no cabelo com um clipe e arrumou um lugar para se trocar no Círculo Militar, clube vizinho à área de concentração do evento, onde vestiu o traje emprestado por uma loja - a Hardes Rigor, na Moóca, zona leste de São Paulo. "Está difícil acreditar no amor", admitiu. Pelo de Marina em participar do evento, ela  deve continuar tentando.

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