Anteriormente, elas só podiam deixar o país com o consentimento escrito do marido

Agora as mulheres do Kuwait podem ir e vir sem
a necessidade de uma assinatura do marido
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Agora as mulheres do Kuwait podem ir e vir sem a necessidade de uma assinatura do marido
Em 1962, no Kuwait, foi aprovada a lei que determinava que toda mulher deveria ter o consentimento do marido, aplicado como uma assinatura no passaporte, para poder viajar. Mais de 40 anos depois, a favor da liberdade e da igualdade de gênero, a corte constitucional do país finalmente concedeu às mulheres o direito de viajar sem a permissão do marido.

Uma das responsáveis pela mudança é Aseel al-Awadhi, eleita recentemente ao Parlamento do Kuwait. As mulheres tiveram o direito de eleição ao parlamento concedido em maio deste ano, e quatro delas ocuparam seus assentos.

Segundo informado pela BBC britânica, Aseel declarou a nova lei como uma “vitória aos princípios constitucionais, que coloca um final à injustiça contra as mulheres no Kuwait”. A discussão que culminou na derrubada da lei veio à tona quando uma mulher alegou ter sido impedida por seu marido de sair do país.

O país possui o sistema político mais liberal na região do Golfo Arábico (na Arábia Saudita, por exemplo, dirigir ainda não é permitido à parte feminina da sociedade), mas ainda assim as mulheres só ganharam o direito de voto em 2005.

Repercussão
Segundo a Reuters, grupos a favor dos direitos iguais assinam embaixo da nova conquista. Lulwa al-Mulla, ativista da Women Cultural Social Society (Sociedade Social e Cultural de Mulheres), disse à agência que “esta mudança não agrada apenas as mulheres do Kuwait, mas a todos. Acho que foi a democracia que venceu desta vez”.

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