Numa iniciativa pioneira, o Estado de São Paulo vai construir presídios especialmente desenhados para mulheres

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Nas oito novas  penitenciárias femininas - duas já em construção -, as famílias não serão mais revistadas - é a presa que o será, antes e depois de ver seus parentes.

O encontro ocorrerá sempre fora das celas, em uma área com playground , para que as crianças não vejam as mães atrás das grades. Ali haverá ainda espaço para visita íntima e creches para crianças passarem o fim de semana, além de berçário para os recém-nascidos, área para amamentação e uma unidade de saúde da mulher .

O custo de cada um desses presídios será de R$ 45 milhões . O preço deles é o maior do pacote de 49 cadeias que o Estado vai construir até 2010 - serão 22 presídios masculinos de regime fechado (R$ 29 milhões a unidade), 12 Centros de Detenção Provisória (R$ 29 milhões a unidade) e 7 presídios de regime semiaberto (R$ 35 milhões a unidade). O plano, a que a reportagem do jornal Estado teve acesso, obteve o apoio até da Pastoral Carcerária , tradicional crítica do sistema.

Para o psicólogo Antonio de Pádua Serafim, um dos coordenadores do Núcleo Forense do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC), as mudanças nas penitenciárias são importantes . Desde que a mãe tenha um comprometimento afetivo , cuidado e carinho com o filho, pois o aprisionamento interfere no desenvolvimento da criança.

Ainda segundo Serafim, além da arquitetura, é importante a estrutura profissional da área de saúde mental que vai trabalhar com a mãe para que ela se sinta mãe de fato. Haverá nas prisões 25 profissionais de psiquiatria, psicologia, ginecologia, enfermagem e assistência social.

Mesmo assim, o número está abaixo do ideal para atender as 700 presas, alerta Serafim.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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