Estudo britânico indica que remédio pode não ter efeito e, em alguns casos, pode até ser prejudicial às mulheres

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O uso do adesivo hormonal conhecido como "Viagra feminino" , cujo objetivo é aumentar o desejo sexual das mulheres que passaram por uma cirurgia de remoção de ovários, poderia não trazer qualquer benefício às usuárias e, em certa medida, ser até prejudicial .

A afirmação está contida em um estudo publicado nesta segunda-feira (2) pela revista britânica "Drug and Therapeutics Bulletin" (DTB).

As dúvidas sobre a eficácia do remédio surgiram após exames realizados com um grupo de mulheres muito específico, que excluía pacientes com doenças físicas e mentais que poderiam afetar o desejo sexual .

O remédio, à venda com o nome de Intrinsa, é dirigido a mulheres com uma disfunção sexual motivada pela remoção dos ovários. Ele age de forma simples: o adesivo é colocado no abdômen da mulher e libera uma dose diária de testosterona , o que provocaria um aumento do desejo sexual na mulher.

No entanto, o estudo do DBT destaca que os resultados do tratamento haviam sido medidos anteriormente, em muitos casos, através de questionários com perguntas curtas que não tinham sido validadas antes.

A pesquisa afirma que boa parte das mulheres que participaram dos exames manifestou o chamado "efeito placebo", ou seja, muitas afirmaram que o apetite sexual tinha aumentado sem terem sido tratadas com o remédio.

O artigo também afirma que o adesivo provocou  efeitos colaterais , como irritação da pele na região do corpo na qual foi colocado.

"Não sabemos qual é a segurança do Intrinsa a longo prazo e os efeitos não desejados são comuns e nem sempre reversíveis, por isso não recomendamos às mulheres com disfunções sexuais que usem este adesivo", afirma a publicação.

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