Pesquisa realizada no ano passado mostra que muçulmanas que moram nos Estados Unidos são indepentendes e bem educadas

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As muçulmanas americanas são educadas, ativas e se igualam com os homens em termos de rendas, revela pesquisa realizada pelo Centro Gallup para Estudos Muçulmanos .

Segundos seus autores, este relatório destrói o estereótipo associado ao Islã. "O que percebemos com esse estudo é que as muçulmanas dos Estados Unidos são, a grosso modo, iguais aos homens e a outras mulheres quanto ao nível de educação , a renda e a prática religiosa ", afirma o analista do do Centro Gallup, Ahmed Younis.

"A tese segundo a qual os muçulmanos 'não são como nós porque suas mulheres são oprimidas ' simplesmente não é verdadeira nos Estados Unidos", acrescenta.

Educação, trabalho e independência

O estudo também revela que 42% das muçulmanas que moram nos EUA têm diploma universitário . O número é maior do que a porcentagem de homens muçulmanos (39%) e que a média dos americanos (29%). Segundo os autores do informe, somente os judeus têm um índice melhor (61%),

A pesquisa revela, além disso, que as muçulmanas ganham tanto quanto os muçulmanos em todas as faixas de renda, o que dá a esta comunidade a maior igualdade salarial e religiosa nos Estados Unidos.

Do total, 46% das muçulmanas americanas se declaram de " cabeça aberta" , frente a 38% dos muçulmanos. "Para uma muçulmana, viver nos Estados Unidos implica as mesmas possibilidades e as mesmas liberdades que o país concede às mulheres em geral", observou Younis. "Elas vivem uma experiência única em relação aos outros muçulmanos no resto do mundo".

Mudança de visão

Os autores do estudo esperam que ele possa mudar a visão que os americanos têm dos muçulmanos, cuja imagem sofreu muito depois dos atentados de 11 de setembro.

"Eles constituem o grupo religioso com pior percepção por parte dos americanos", resume Dalia Mogahed, do Centro Gallup para Estudos Muçulmanos. "Somente 45% dos americanos acham que os muçulmanos do país são leais aos Estados Unidos e 25% dizem que não gostariam de tê-los como vizinhos", acresenta.

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