Para qualquer mulher, pensar em trabalhar cercada de chocolate pode parecer, no mínimo, tentador. E também perigoso para quem não consegue resistir aos apelos desse que é um dos doces mais amados do público feminino.

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Mas é assim que Gigi Autran passa seus dias, pelo menos nesse período de Páscoa. Há oito anos ela faz ovos e outras delícias típicas dessa época, mas sua paixão pela comida é ainda mais antiga. Antes de se dedicar aos chocolates, a empresária se dedicou às cestas de café da manhã e ao buffet. Já na época das cestas de café da manhã, passou a produzir pães de mel e outros doces.

Gigi recebe encomendas de particulares, mas a maior parte dos pedidos são mesmo de grandes empresas. Só nesta Páscoa foram mais de 5 mil ovos, contabiliza. Em meio a tantos pedidos e uma correria imensa, conversamos com ela para saber um pouco mais sobre a história dessa mulher que faz da paixão pela comida e pelo chocolate seu prazer e sua profissão.

Na correria da Coelhinha mãe
"É bem difícil conseguir conciliar o trabalho e as coisas de mulher, principalmente nessa época de Páscoa. É um período aqui que ninguém viaja, ninguém tira folga, nem férias e não existe uma rotina nessa época. Você pode sair da fábrica de madrugada ou entrar de madrugada, depende de como estão os pedidos. O cliente pede, ele não quer saber o que você vai fazer para entregar, só quer saber de receber o que encomendou.

Você chega em casa tarde e tem filho, marido, cachorro, periquito e tudo para cuidar. A família também precisa de você. Mas acho que a mulher se acostumou a acumular milhares de coisas e por isso a gente não liga muito."

Uma provinha aqui...
"Eu costumo dizer que não dou ou vendo nada que eu não coloque para dentro. Eu não sou chocólatra, tem coisas que eu não gosto mas eu tenho que degustar. Nessa época de Páscoa, eu não tenho essa coisa de sentar e devorar um ovo inteiro, isso eu não faço porque não tenho vontade. É aquela coisa, você mexe o dia inteiro com isso, passa o dia cozinhando com aquele cheiro, e ainda tem que provar, então não tem aqueeeela vontade."

Uns quilinhos ali!
"Eu costumo degustar muita coisa, estou sempre checando a qualidade, então as vezes eu ganho sim uns quilinhos. Mas nessa época a gente até perde uns quilos porque é cada panelão que você tem de carregar para cima e para baixo que é melhor que muita musculação. Aqui ninguém tem o braço fraco, não."

Que trazes pra mim?
"Eu trabalho com ingredientes de primeira, e nessa Páscoa apostei em algumas coisas diferentes como o ovo de chocolate belga amargo. Fiz ainda o ovo que vem recheado com brigadeiro e uma colher de chocolate branco para você comer o brigadeiro. Tem também o ovo de chocolate com limão, o de caramelo, o de capuccino, morango, laranja, musli, damasco picado no meio do chocolate. Eu invento e a Dona Cira Jandrí, que é minha sócia, executa. Sem ela eu não seria nada! Sempre me preocupo com a qualidade do chocolate. Todos são uma delícia, mas o meu preferido é o de Gianduia."

Eles X Elas
"Nunca senti preconceito por ser mulher e trabalhar com comida, com buffet ou com os ovos de chocolate. Acho que tem muita gente até que gosta que seja uma mulher trabalhando com isso. Acho que as pessoas pensam que a mulher vai ser mais delicada. Nós temos excelentes chefs homens aqui no Brasil, não podemos nos esquecer isso, é claro. Mas também temos ótimas mulheres. Acho que pelo menos com isso não há muita diferença."

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