O cargo de jurista das leis islâmicas era somente desempenhado por homens

Mulheres fazem compras em loja de luxo em
Dubai: participação delas cresce na sociedade
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Mulheres fazem compras em loja de luxo em Dubai: participação delas cresce na sociedade
Dubai, uma das sete regiões que formam os Emirados Árabes Unidos, no Golfo Pérsico, está prestes a dar um grande passo a favor das mulheres muçulmanas. Seis delas foram selecionadas para um programa de treinamento sobre os ensinamentos da lei islâmica e das aplicações jurídicas ligadas a ela – posição anteriormente permitida só aos homens.

As seis devem se tornar muftis em 2010, segundo informou o mufti Ahmed al-Haddad. É considerado um mufti aquele com direito de pronunciar uma fatwa (decreto religioso), como a anunciada pelo próprio Haddad em fevereiro deste ano. Ele dava às mulheres a possibilidade de também se tornarem muftis e terem a chance de serem chamadas, como no último mês de maio, como candidatas qualificadas ao treinamento.

De acordo com o jornal filipino Daily Inquirer, o líder islâmico afirmou que “uma mulher que é ensinada e treinada para a emissão de fatwas, se está qualificada para atuar dentro das questões de culto, jurisprudência, moral e comportamento, não deve estar limitada a apenas lançar fatwas que estejam relacionadas à sociedade feminina”.

No entanto, a autorização gerou discussões por parte dos conservadores – principalmente na Universidade Al-Azhar, do Egito, que rejeitou a ideia.

Por outro lado, segundo o jornal Middle East Online (Oriente Médio Online), Haddad alegou que “a controvérsia sobre as mulheres muftis não é necessariamente sobre sua ação, mas sobre a possibilidade – ou não – de uma mulher ser nomeada como a grande mufti de um estado. E não é o que estamos tentando fazer neste momento”.

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