Ex-modelo e atriz, Thaila Ayala acredita que estilo tem a ver com personalidade, e não tem medo de criar seus looks

A atriz Thaila Ayala é uma das jovens estrelas da TV que animam os eventos sociais com suas escolhas de moda. Sem ajuda de stylists, ela vai da simplicidade ao glamour, e tem como musas inspiradoras a modelo Kate Moss e a atriz Sienna Miller.  

Para poder renovar o guarda-roupas sem crise, uma vez por ano a atriz faz um bazar beneficente em sua cidade-natal, Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Lá, Thaila vende roupas e acessórios de seu acervo pessoal e também de amigas e marcas que fazem doações. O dinheiro arrecadado é entregue para instituições que ajudam pessoas carentes.  


iG: Como define seu estilo?
Thaila Ayala
: Eu não tenho um estilo, gosto de brincar, inovar e ousar com a moda. Acho que estilo depende de personalidade e humor, e acredito que eu tenho isso de sobra. Então, se hoje eu quero algo confortável, vou de camiseta e shortinho. Se vou a uma festa, vou glamorosa. Estilo depende de personalidade e do evento para onde você vai.

iG: O que gosta de vestir no dia a dia?
Thaila Ayala:
Não tenho um padrão, gosto de usar tudo. Para o dia a dia não abro mão do conforto que encontro no jeans, shorts, camisetas, tênis e chinelo. Para mim é a melhor pedida.

iG: Quais as peças que você tem em maior quantidade no seu guarda-roupa?
Thaila Ayala: O que eu mais gosto não é roupa, são os sapatos, principalmente as botas! Se eu gosto de um modelo, acabo comprando de todas as cores disponíveis. Tenho muitos vestidos, pantalonas e saias longas.

iG: Quando tem dúvida no look pede ajuda para algum profissional?
Thaila Ayala:
Nunca usei stylist na minha vida, a não ser no trabalho. Eu sempre montei todas as minhas produções. Nas raras dúvidas que tenho, do tipo qual sapato usar, peço ajuda para algumas amigas. Na verdade eu sou personal stylist de várias amigas, elas mandam fotos com todas as dúvidas do mundo. Sempre ajudo as amigas, a ponto de fazer faxina de closet e comprar roupas com elas.

iG: Qual o maior conselho que você passa pra elas na hora da dúvida?
Thaila Ayala: Se não sabe ou tem dúvidas no que vestir não arrisque, vá no básico, e quanto menos, melhor.

iG: Arrepende-se de algo muito caro que comprou?
Thaila Ayala: Eu não sou de comprar coisas caras, não tenho roupa de marca. Vou mais pelo estilo do que pelo preço ou etiqueta, realmente não me ligo em coisas caras. Há muito tempo, na época em que era modelo, comprei uma bolsa de marca e me arrependi. Acabei colocando ela no bazar beneficente que faço na minha cidade anualmente e vendi a preço de banana.

iG: O que você disse que nunca usaria e acabou se rendendo?
Thaila Ayala: Brilho. Há pouquíssimo tempo eu relutava e falava: “eu não sou de brilho”. E hoje em dia eu amo. Mas o bom da moda é isso, poder mudar a todo momento.

iG: Qual maior mico fashion?
Thaila Ayala: Tinha 13 anos, ainda morava em Presidente Prudente, e fui a primeira a usar legging com saia. Vinha para São Paulo trabalhar como modelo, e isso era febre na capital. Acabei entrando na onda e usava na minha cidade quando voltava para estudar. Hoje eu olho as fotos e penso: “como eu tive coragem de usar isso?” Naquela época eu achava muito engraçado, mas hoje eu acho uó.

iG: Tem o costume de desenhar roupas?
Thaila Ayala: Muitas roupas que uso vêm da minha cabeça. A inspiração vem desde criança. Como venho de uma família muito simples, não tinha dinheiro para comprar roupa bacana nas lojas, eu pegava umas ideias nas revistas e comprava o tecido parecido, aproveitava que minha mãe é uma ótima costureira e pedia para ela fazer tudo. Já teve uma época que meu armário era todinho de roupas minhas, ou reformado por mim.

iG: Qual foi a última roupa que comprou?
Thaila Ayala: Um casaco de frio, pois na minha ultima passagem por Nova York, esqueci de levar um.

iG: Durante um período em sua vida você sofria por ser muito magra, como lidava com isso?
Thaila Ayala: A minha genética é assim, agradeço todos os dias à minha mãe porque posso comer tudo e continuo magra. Mas no período em que mais sofri bullying por ser magra, eu vestia uma calça por cima da outra, usava sutiã com bojo só para fazer volume.


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