Não é porque algum dia um fulano decretou que amor de praia não sobe a serra que você deve desistir do surfista dos seus sonhos. A gente prova (com histórias!) que alguns mitos do relacionamento não passam de... mitos!

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Mito nº 1: Amor de praia não sobe a serra
Desde que Egle, 27 anos, se conhece por gente, ela vai todo fim-de-semana para o litoral sul de São Paulo, onde seus pais têm uma casa. O baldinho de areia logo foi substituído pela bicicleta, que foi substituída pelos casinhos com os meninos dos arredores. Quando frequentamos muito um lugar, acabamos conhecendo pessoas com hábitos em comum, fazemos uma turma e ficar com alguns carinhas é mais do que natural, conta. O que poderia ser apenas farra ficou sério e o romance com Alidier, 23 anos, não só subiu a serra como também virou noivado. Nós surfávamos junto e íamos para as festas, mas eu nem sabia em qual bairro ele morava em São Paulo! A gente não se falava ao telefone durante a semana, só namorava quando estava na praia. O namoro foi oficializado há mais de dois anos, eles acabaram de comprar um apartamento e o noivado vai bem, obrigada. Com direito à praia quase todo fim de semana, mas também jantares às quartas-feiras, cinemas às sextas e telefonemas diários.  

Mito nº 2: Romance de carnaval só dura uma noite
No caso de Patrícia*, 31 anos, durou mais do que uma noite: foram oito, precisamente. Na verdade, acabei ficando mais algumas vezes com o Edu*, que conheci em um baile em Belo Horizonte. O lance só acabou porque eu descobri que ele tinha uma namorada!, revolta-se. Tá, oito noites quase não contam. Mas a amiga de Patrícia, Luciana*, 31 anos, teve mais sorte. No carnaval do ano em que a colega conheceu e quase engatou algo a mais com Edu, Luciana foi de Minas Gerais para Salvador, na Bahia, e conheceu o homem da sua vida. Foi uma coisa meio louca. Na segunda-feira estava atrás do trio, quando beijei Marcos*. Não sei se foi a bebida ou o quê, mas logo estava no quarto do hotel dele, transando! Eu nunca tinha feito isso no primeiro encontro, muito menos no Carnaval. Sem arrependimentos, ela deu de cara com ele novamente na quarta-feira de cinzas. Trocaram e-mails e na volta para casa, descobriram que os dois eram de Minas Gerais! Isso foi há quatro anos. Eles se casaram e têm uma filha de dois.

Mito nº3: Onde se ganha o pão não se come a carne
Há algumas décadas, as políticas das grandes empresas comumente proibiam o relacionamento amoroso dentro das companhias. Quando acontecia, um dos dois era obrigado a demitir-se. Hoje, algumas mantêm esta postura, mas muitas outras, não. É natural você encontrar afinidade no seu companheiro de baia, pois vocês muitas vezes têm assuntos e objetivos igualmente parecidos, defende-se a analista de marketing Lia*, de 26 anos. Ela namora Bruno*, 27 anos, com quem trabalha desde 2006, há quase um ano. Aqui na empresa é normal. Até o presidente da minha área é casado com uma outra funcionária. E é muito claro que ninguém se beneficia da posição ou do status do parceiro pois o mais importante nesses casos é ter bom senso. E amor, né?

Mito nº 4: A diferença de idade atrapalha
O velho clichê de que as mulheres jovens procuram homens mais velhos por interesse financeiro e as mais velhas querem namorar garotões para esconder a idade que têm vem caindo por terra. Personalidades complementares e desejos parecidos não olham certidão de nascimento, como no caso de Mateus*, 29 anos, e Maria*, 42 anos. Eles são casados há cinco anos e têm um filho de quatro. Namoramos mais de sete anos e, na verdade, nunca nem percebi essa nossa diferença. Quando começamos eu tinha 37 e ele, 22. Mas eu sempre tive o espírito muito jovem e ele sempre foi supermaduro para a idade dele, conta.

Mito nº 5: Figurinha repetida não completa álbum
Sabe o estepe? Aquele cara para quem você liga e sai de vez em quando, mas nunca se imaginou realmente ao lado dele? Fique atenta, pois aí pode estar a sua chance de viver um grande amor. Eu conheci o Renato* na escola, quando era adolescente. Ficamos uma vez na nossa formatura do Ensino Médio e não virou namoro, nem rolo. Mas nos encontramos meses depois em uma festa e ficamos de novo. A amizade se intensificou e viramos uma espécie de saída de emergência para ambos, diverte-se Kátia*, 28 anos. Eles ficaram nesse vai-não-vai por mais de três anos, sendo que os dois namoraram outras pessoas no meio tempo. Até que no aniversário do ano passado da Kátia, ele se declarou. Ele escreveu um e-mail longo e muito bonito, dizendo, entre outras coisas, que comparava todas as mulheres que conhecia comigo, e que se eu sentisse qualquer coisa que fosse por ele, devia dar uma chance para ele me fazer feliz. Foi lindo!.

Mito nº 6: Os opostos se atraem
Definitivamente, eles podem até se atrair, mas são os parecidos que realmente se completam. Quando eu era mais nova, adorava um bad boy, mesmo sendo a mais santa da turma. Até que me toquei que esse negócio de opostos que se atraem não está com nada e relacionamento que dá certo mesmo são com pessoas bem parecidas, teoriza Paula*, 28 anos, que está noiva de Flávio*, 34 anos, com quem namora há sete. Antes do Flávio, só queria me envolver com quem não tinha nada a ver comigo, e achava que com ele não daria certo pois até a minha família dizia que parecíamos irmãos. Ele é professor de educação física, eu jogo vôlei, corro e nado. Somos esportistas e amamos o que fazemos, além de combinarmos também no temperamento e em outras preferências, finaliza.

* Os nomes foram trocados a pedido dos entrevistados.

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