Procedimentos médicos e métodos caseiros para influenciar o sexo do bebê

A emocionante notícia da gravidez sempre traz junto uma dúvida: será menino ou menina? O suspense chega a durar cerca de três meses, até que um exame acaba com a ansiedade. Nos últimos anos, o avanço da ciência vem quebrando esse protocolo. Hoje, com o respaldo de um laboratório, já é possível usar uma técnica de centrifugação que seleciona o espermatozóide masculino ou feminino através de peso e velocidade. O resultado é de 85% de acerto.

Soluções caseiras
Qualquer método médico para selecionar o sexo do bebê custa dinheiro. Mas não se desespere. Existem soluções caseiras ao alcance de todos. Prestar atenção no ciclo de menstrual é uma delas: O espermatozóide Y é mais rápido e menos resistente. O X é mais lento e resiste mais dias. Se a mulher tiver uma relação num dia em que já ovulou existe uma possibilidade maior de nascer homem. E se a mulher ainda for ovular, quer dizer, o espermatozóide tem que ficar dias esperando o óvulo, a tendência é nascer mulher, diz Dr. Caio Parente Barbosa, responsável pela disciplina de Reprodução Humana da Faculdade de Medicina do ABC.

Já o Dr. Alberto DÁuria, da Maternidade São Luiz de São Paulo, aposta numa boa limpeza para se obter sucesso na hora da escolha do sexo do bebê: Se deixar o ambiente vaginal muito ácido, o espermatozóide Y, pouco resistente, morre com facilidade. E quando você deixa o ambiente mais alcalino existem mais chances de nascer menino. Portanto, se a moça preferir menino é só fazer uma lavagem vaginal com bicarbonato de dez a quinze minutos antes da relação. Se a lavagem for com ácido lácteo, dá menina. Isso funciona muito bem, ressalta.

A polêmica não para por aí. A Revista Biological Sciences, da Inglaterra, fez uma pesquisa e constatou que mulheres que têm uma dieta rica em calorias e comem cereais regularmente no café da manhã podem aumentar as chances de conceber um filho homem. E não é que o resultado tem fundamento? Eu acho que tem chances, porque o cereal tem substâncias que esterilizam um pouco a vagina, fazendo com que o espermatozóide Y dure mais, opina o médico.

Ainda de acordo com a pesquisa, altos níveis de glicose encorajam o crescimento e desenvolvimento de embriões masculinos enquanto inibem o feminino. O Dr. Alberto discorda dessa tese: Aí não acredito. Já estão falando em embriões. Quando chega no embrião, o sexo já está definido. E quanto às posições durante a relação, será que elas têm mesmo alguma influência? Essas posições só existem por causa das preferências de cada um, não para definição de sexo, conclui ele.

Fertilização in vitro
A outra possibilidade é mais polêmica. A fertilização in vitro, realizada por uma biópsia, une o espermatozóide com o óvulo, formando o embrião que posteriormente será transferido para cavidade uterina. Mas esse procedimento somente é usado em quem possui alguma doença hereditária. Exclusivamente por uma questão social eu sou contra. Tenho filhos dos dois sexos e não consigo pensar na possibilidade de descartar um embrião exclusivamente por conta de capricho. Algumas vezes meus pacientes vêm discutir esse assunto e deixo claro: se for para jogar fora os embriões do sexo rejeitado não vou fazer. A não ser que se doe o embrião que não será utilizado, revela Dr. Caio.

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