Leite materno ajuda a melhorar a inteligência dos bebês
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Uma equipe de cientistas britânicos e neozelandeses concluiu em uma pesquisa que amamentar um bebê com leite materno ajuda na melhora de seu quociente de inteligência (QI).

Os especialistas indicaram que os bebês que são amamentados nos primeiros meses de vida contam em média com até 7 pontos a mais no QI. Os cientistas descobriram que essa relação existe graças a um gene que ajuda a processar ácidos graxos no cérebro. Esse gene, conhecido como FADS2, está vinculado à forma com que o corpo processa ácidos graxos na dieta alimentar.

Pesquisas anteriores mostraram que as cadeias de ácidos graxos poliinsaturados (Pufa) se acumulam no cérebro durante os primeiros meses após o nascimento. Esses ácidos estão presentes no leite materno humano, mas não no leite de vaca, ainda que em alguns casos sejam acrescentados às fórmulas de leites para bebês.

Os Pufas são importantes para o desenvolvimento cerebral do bebê devido ao fato de serem essenciais para a transmissão eficiente de mensagens nervosas, além de ajudar a promover o crescimento de fibras nervosas.

O cientista Terrie Moffitt, do Instituto de Psiquiatria de Londres e da Universidade Duke de Durham, na Carolina do Norte (Estados Unidos), declarou que "a natureza e o processo de amamentação seguem juntos".

"Nossas investigações apóiam a idéia de que o conteúdo nutricional do leite materno humano é responsável pelas diferenças vistas no QI humano", explicou Moffitt.

No entanto, esclareceu que essa relação nem sempre é tão simples, "já que também irá depender do mapa genético da criança".

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