Mulheres no poder
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Semana passada o mensalão voltou a estampar as capas dos jornais com o julgamento que levou uma série de figurões ao banco dos réus do Supremo Tribunal Federal. Em evidência, a ministra e presidente do Supremo, Ellen Gracie, dava ritmo e comando para um julgamento histórico que definiu o rumo das denúncias.

Bom para o Brasil, que enfim conseguiu enxergar um filete de luz no fim do túnel e para as mulheres que estão cada vez mais - e melhor -  representadas na política.

Ellen tornou-se a primeira mulher a assumir um cargo de ministro da Suprema Corte, em dezembro de 2000, ao ser nomeada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Hoje, ela ocupa o lugar de presidente do STF.

O mundo da política, que sempre foi protagonizado por homens, vem abrindo espaço para as representantes do sexo feminino. Elas surgem como esperança para o fim da corrupção e da impunidade que vem assombrando a política. Segundo uma pesquisa do Vox Populi, as mulheres são consideradas mais confiáveis, honestas e responsáveis do que os homens.



* Tabela tirada do
Informequim

Entre as super poderosas do governo, Dilma Rousseff dirige o mais importante dos ministérios. Ela assumiu a Casa Civil depois que José Dirceu deixou o cargo no caso mensalão. Junto com ela, ainda somos representadas pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e por Marta Suplicy, no Ministério do Turismo.

Nas últimas eleições presidenciais (2006), Heloisa Helena mostrou o quanto as mulheres vêm tomando conta do cenário político ao tornar-se a primeira candidata do sexo feminino para presidente da República no Brasil.

Esse fenômeno é conseqüência de uma tendência global formada por uma nova geração de mulheres, que, aos poucos, e com mais representatividade, estão alcançando patamares relevantes e de igualdade em relação aos políticos homens.

Na Alemanha, por exemplo, Ângela Merkel foi a primeira chanceler do sexo feminino a chefiar o governo do país. Este ano ela foi eleita, pela segunda vez, como a mulher mais poderosa do mundo pela revista Forbes.

Entre as primeiras a calcarem o degrau mais alto da política latino-americana, Michelle Bachelet conquistou a presidência do Chile durante o ano passado. Ainda não presidenciável, mas tão importante quanto para a luta pelo espaço feminino no mundo político, a francesa Ségolène Royal recentemente esteve perto de conquistar presidência da França, mas acabou perdendo as eleições no segundo turno para Nicolas Sarkozy.

Hillary Clinton, senadora americana pelo estado de Nova York, vem despontando como forte candidata para disputar a presidência dos Estados Unidos em 2008. Se isso ocorrer, a mulher do ex-presidente Bill Clinton será a primeira a se candidatar para o cargo no país.

Também nos EUA, a atual secretária de Estado Condolezza Rice é o braço direito do presidente George W. Bush. Assim como Hilary, ela também está cotada para participar das eleições americanas do ano que vem. Caso seja eleita, Condolezza Rice pode ser a primeira mulher e a primeira negra a ocupar o cargo.

Entre as britânicas, pouco antes do liberal Tony Blair, a conservadora Margareth Thatcher abriu caminho ao ser eleita primeira-ministra da Inglaterra. Conhecida como a "Dama de Ferro", foi líder do Partido Conservador e exerceu o cargo de 1979 a junho de 1990, consagrando-se como uma das políticas mais poderosas do mundo.

As mulheres começaram a conquistar igualdade de direitos e representatividade no mercado de trabalho no dia 8 de março de 1857, quando operárias de uma fábrica de tecidos de Nova York fizeram uma grande greve para reivindicar direitos trabalhistas iguais aos dos funcionários do sexo masculino.

Depois dos movimentos feministas e da queima de sutiãs na década de 60, elas conquistaram o direito de voto e hoje representam maioria no eleitorado brasileiro (51,53%).

No entanto, ser maioria não tem significado sem a consciência do voto. Na era da informação, talvez seja tempo de buscar conhecimento e reflexão para acabar com as reclamações excessivas e desenfreadas e reformular as cobranças de forma mais precisa e pontual. Além de priorizar a educação: sem ela qualquer direito de voto perde o valor.

A educação é o embasamento para a quebra de preconceitos culturais contra a mulher e o começo para pensamentos e possibilidades de escolhas mais conscientes.

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