Terapia online é uma opção para quem está sem tempo
Há algum tempo encontrei uma amiga no maior bode com a vida, confesso que cheguei a sentir pena dela.
Queixava-se de dor no corpo, insônia e crises de choro. Resmungava tanto, que a certa altura perguntei: “Por que você não faz terapia?”
A resposta veio de pronto: “E tempo? Você arranja?”
“Além disso”, continuou, “a correria é tanta, que não dá para fazer nem o básicão, imagine se dar ao luxo de fazer terapia. E o custo, já pensou? “
Para terminar, falou resignada: “O bom é que depois de algum tempo, você nem nota que está sofrendo”.
Que dó! Fiquei com tanta pena que essa história não me saiu da cabeça.
Passados alguns meses, encontro minha amiga novamente, mas dessa vez, com um sorrisão de anúncio de pasta de dente. Estava feliz da vida.
Segundo ela, era a terapia online. Contou que usava o programa de voiP para conversar com o terapeuta. O preço era camarada e a consulta, acontecia de madrugada.
Achei melhor investigar. Afinal, nessa vida, a gente nunca sabe.
De fato, procurando na web, fiquei conhecendo alguns sites que disponibilizam o serviço. Prometem ajuda para questões ou crises específicas, mas nada grave. Caso contrário, o tratamento convencional é o correto.
O certo é que, num mundo no qual se compra, vende, aluga e se conhece pessoas pelo virtual, fazer terapia por esse meio não soa estranho.
Embora os mais radicais insistam em dizer que nada substitui as interações face a face, para quem está angustiado e sem tempo, essa pode ser uma idéia.
Porém, é preciso se cercar de cuidados para não cair em armadilhas. Assim, prestar atenção a alguns detalhes é muito importante:
• É preciso verificar se o profissional é pessoa séria. Talvez na primeira consulta o presencial ajude a minimizar os riscos.
• Alguns profissionais da área acreditam que não é seguro contar problemas por e-mail, e outros, consideram que a interface do computador, por si só, representa uma barreira ao tratamento.
• Como as interação acontecem através de: MSM, Skype, Google Talk, Gmail ou videoconferência, exigem um certo conhecimento sobre computador, para manipular essas ferramentas.
• Desconfie de consultas muito baratas, apesar do custo ser menor, a diferença não deve ser escandalosa. Lembre-se, o tempo de um bom profissional nunca é barato.
• Para optar pela videoconferência, tenha certeza de que não tem resistência ao uso da câmera. Algumas pessoas ficam travadas e daí, a consulta não rola.
Bom ou ruim, o certo é que a virtualidade é parte do mundo no qual vivemos. Fazer de conta que nada vai substituir as interações humanas, em breve, vai ser papo para chá da tarde.
Na minha modestíssima opinião, quem não gosta da idéia é bom ir se acostumando, afinal, segundo Gilberto Dimmenstein:
"Só existe opção quando se tem informação. Ninguém pode dizer que é livre para tomar o sorvete que quiser se conhece apenas o sabor limão."
Você concorda?
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