Lícia Egger Moellwald
É consultora na área de Treinamento Corporativo e doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo.

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Todo cuidado é pouco quando o assunto é a virtualidade


Num primeiro olhar, o aparecimento da Internet fez o mundo parecer bem pequenininho.

Basta um click do mouse para enviar um “oi” para alguém que está a milhares de quilômetros de distância.

Saudades, só se for da presença física, porque a conversa pela web rola solta, sem custo e sem tempo para acabar.

Da imagem nem se fala, a telinha mostra tudo. De corpos alucinantes a receitinhas para beliscar, por exemplo, depois do amor.

Não existe o que não se encontre, ou o que se saiba que não está lá para ser achado.

Essa é a maravilha da virtualidade! Nunca na história do homem, se disponibilizou tanto conhecimento e possibilidades como agora.

Tem gente que se casa pela web, tem os que fazem sexo virtual e os que passam o dia conversando, mesmo no trabalho.

Embora as possibilidades de interação entre as pessoas aumente a cada dia, com os: P2P, Chats, E-mails, MSN, SMS e outros, os cuidados com a educação e certas formalidades diminuíram.

Privacidade virou previlégio para poucos, é só a pessoa entrar na web que aparece companhia, ou um papo que foi a dois, depois de uma briga, acabar em rede nacional.

Para as empresas a vida virou um inferno. Ao mesmo tempo que ampliou suas fronteiras de mercado, criou um exército de incautos e alucinados que passam o dia na web.

O tempo de trabalho e de descanço se misturaram num embrolho que ninguém mais entende quando é um ou outro.

E, as conversas escritas ou faladas perderam o freio. Vale tudo, porque a tela simula intimidade. Daí, que erros enormes são cometidos, e nem sempre percebidos a tempo.

A verdade é que a web deu um novo rumo para os relacionamentos profissionais e sociais, e que ainda não foram bem compreendidos.

Mas até aonde se sabe, o uso incorreto desse meio de comunicação pode comprometer a imagem de empresas e pessoas. Por isso, é melhor ficar esperto, mesmo que seja só num papo com um amigo:

  • Nos e-mails, pense antes de responder. Na velocidade corre-se o risco de escrever o que não deve, depois é só arrependimento. Leia o que foi escrito pelo menos duas vezes antes de enviar, assim é possível descobrir falhas, baixar a raiva ou corrigir erros de ortografia.
  • Por favor, não ESCREVA SEUS E-MAILS EM CAIXA ALTA, é o mesmo que gritar. É muito agressivo. Diga-se o mesmo para excessos de símbolos, “Entendeu????!!!”
  • Junte os assuntos para não ficar pingando “e-mailzinhos” com mensagens para os outros e, evite usar a lista de endereços para enviar piadinhas ou correntes.
  • Tanto faz o suporte de comunicação usado, o que é falado, escrito ou conversado pode cair em domínio público. Ou seja, bobeou dançou. Seu papo, sua foto, seu comentário pode ser gravado e disponibilizado para o mundo.
  • Ser ético não é fazer papel de bobo ou estar acima do bem e do mal, mas é pensar que esta maravilha que é a web, tem mesmo o poder de destruir uma pessoa.

Para encerrar o papo, uma frase de Mitch Ratliffe, famoso jornalista americano:

"Um computador permite que você faça mais erros mais rapidamente que qualquer outra invenção da história da humanidade - com as possíveis excessões do revólver e da tequila."


Etiqueta Corporativa: Sucesso com Bons Modos
Autores: Lícia Egger-Moellwald e Hugo Egger-Moellwald
Editora: Anhembi Morumbi
Preço sugerido: R$ 26
Assunto: negócios e empregabilidade

 



 


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