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Toques de Alma
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Astral
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Moral Moderna, a opinião do leitores |
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Caros,
Há algumas semanas, escrevi aqui um artigo, Moral Moderna. E me perguntava que valores ainda fazem sentido para nós, pós-modernas criaturas às voltas com tantos dilemas éticos...
Certa vez um motorista de táxi muito sábio me disse: “sabe, dona, a grande maioria das pessoas é do bem, quer ser feliz, viver em paz, criar os filhos num mundo justo, o problema é que aquele punhadinho de gente ruim faz um barulhão...”
A assessoria de imprensa da revista Seleções me manda um e-mail falando de uma pesquisa que pode alimentar um pouquinho nossas esperanças. Segundo a nota, a revista teria usado sua rede global de edições para realizar uma pesquisa informal, pedindo a repórteres nas cidades mais populosas de 32 países que deixassem 960 celulares de preço médio em locais públicos movimentados. São Paulo foi a cidade brasileira testada e, dos 30 celulares “perdidos”, 21 foram devolvidos. Nada mal, concorda? Foi um bom índice, ainda mais se a gente comparar com as outras cidades da América Latina onde o teste foi realizado: Cidade do México, com 20 devoluções, e Buenos Aires, com 16 devoluções.
Meu amigo taxista sábio deve ter razão...
Os comentários que recebi, no entanto, falam de desencanto, mas também falam de esperança...
Acho que muitos desses valores de moral e ética estão distorcidos, porque o que também tenho visto por aí são as pessoas que se julgam muito solidárias e caridosas mas que não percebem que os pequenos atos fariam muito mais diferença.
Eu realmente me assusto com pessoas que doam uma cesta básica por mês para um orfanato, mas fazem da vida da empregada doméstica um inferno por simples orgulho e por se julgarem melhores do que ela.
Que rezam pela paz mundial, mas não são capazes de dar uma carona para evitar que uma sobrinha com bebê recém-nascido tome sereno.
Que dão esmola aos mendigos, mas não hesitam em reclamar para o dono da loja que a mocinha do caixa demorou para atender, sem saber ou se interessar pelos motivos, ou se importar com o fato da coitada poder perder o emprego.
Fora achar graça quando a filha trai o namorado, acreditar que se o vizinho de baixo trabalha à noite e precisa dormir durante o dia é problema dele, e uma série de atitudes que, na minha opinião, pioram muito o convívio entre as pessoas.
Eu acho que esta mudança deve começar na mais profunda raiz, pois foram esses pequenos fatos que nos levaram a chegar onde estamos.
Rapazes que espancam domésticas e se desculpam porque acharam que era uma prostituta, e pais que os defendem como crianças que estão na faculdade (crianças cursam faculdade??!?!?!)
Acho que por isso tenho tanto preconceito com religião. Quantas pessoas passam o dia dentro das igrejas, templos e centros e lá dentro mesmo, fofocam dia e noite sobre a vida dos frequentadores, estão sempre prontos a cometer "pecados" pois é só se arrepender de coração logo em seguida que Deus perdoa.
Acredito que a mudança tem que ser de comportamento, de dentro para fora, na maneira como criamos nos filhos e principalmente no exemplo que damos a eles. Pois fora isso todas as leis serão à toa. Fernanda
Quando morei na Alemanha, senti na pele a tristeza de ter nascido num país tão injusto e desigual como o Brasil:.onde a gente paga tanto e não tem retorno nenhum do governo, os impostos estão cada vez maiores, os pedágios mais caros, os remédios idem, as escolas piores, os profissionais estressados e exauridos, as pessoas cada vez mais desesperadas e perdidas, os políticos cada vez mais egoístas e gananciosos, etc... Vejam a roubalheira do Pan...
Vocês pensam que é assim em todo o mundo, não é não... Olha, por mais que a gente ore, se não arregaçarmos as mãos e abrirmos a mente, Deus nao faz milagre nao... ele nao vai descer do céu para vir limpar a sujeira que está aqui, ele usa as pessoas para fazer a justiça, a limpeza...aqui no Brasil, todo mundo pensa que a obrigação da limpeza da casa é da mãe ou da empregada, mas na verdade a limpeza da casa é obrigação de todos os moradores. O mesmo se deve ao país, é obrigação de todos os brasileiros a manutenção, o cuidado, a organização, a fiscalização, a atenção, a limpeza do país, pois só assim todos poderão desfrutar das delícias e conforto que ele pode proporcionar: praias maravilhosas, cidades lindíssimas, cultura rica, comida farta e saudável etc.... O Brasil é um dos melhores países para se viver, mas como uma casa, não adianta ela ser enorme e linda, se for por dentro suja e desorganizada. Wilma Adam
Pelo que entendo, sendo valores essenciais, acredito que devam ser atemporais e aespaciais, já que em si não podem estar à mercê da conjuntura, já que os considero como referência para uma conduta e, tanto quanto possível, para uma consciência sadia. A questão de fundo, entretanto, é que nos falta este sentido de reflexão. O problema primordial é que desaprendemos a pensar, a raciocinar, a ponderar e o valor positivo e negativo sobre algo está restrito às conveniências do momento. E sob esse enfoque, tais valores morais universais se tornariam um tanto quanto efêmeros, diante da dinâmica que o mundo moderno nos impõe. Assim penso que o caminho é resgatar os valores morais essenciais e encontrar uma razão positiva para adotá-los em massa para não padecermos na inexorável máxima de Ruy Barbosa : "Haverá um tempo em que sentiremos vergonha em sermos honestos". Amor, Saúde e Paz. Rachel.
Gostei de seu artigo. Eu já havia refletido sobre tais aspectos, inclusive dissertado sobre ele, e concordo com você. Inclusive o questionamento sobre o troco aconteceu algo similar comigo outro dia. Curioso..enfim,um grande abraço João
Gostei do seu artigo sobre ética, e acho importante discutir isso, porque eu, por exemplo, trabalho em um lugar onde se fala bastante em ética, mas não aprendemos ética na escola. Alguns aprendem na graduação, porém apenas no que se refere à sua questão profissional. Gostaria que você discutisse a ética e a moral, qual a diferença entre elas e o que as aproxima?
Acho que existe uma coisa importante, que essa sim, deveria ser algo que ensinássemos a nossos filhos, e que dela surgiria como conseqüência a moral e a ética. A EMPATIA! No momento em que aprendemos a nos colocar no lugar do outro, penso que tudo fica mais ético, mais moral, mais positivamente decisivo, porém não sou a mãe da verdade, e estou aberta ao diálogo. Um grande abraço, de coração! Adriana Knapp - São Borja/RS
É interessante hoje em dia alguém defenda valores universais, baseados em patamares inexplicáveis. Não é porque o dicionário disse que existem valores universais que eles existem. Sejam quais forem os valores "considerados" como universais, a paz, por exemplo, é um valor escolhido, determinado, humanamente. Isto, para mim, é fundamental: qualquer valor é proposto socialmente, ainda que seja necessário para a existência da sociedade. Mas, mesmo assim, o valor, elevado à categoria de absoluto, é humano, ou seja, foi criado historicamente, tem uma história. É complicado falar em valor absoluto, pois, nós, humanos, temos apenas uma noção parcial do todo, só conseguimos pensar parcialmente. É uma ilusão achar que, através da boa vontade, chegaremos a um denominador comum de paz. Infelizmente é ao contrário que funciona, o status quo nos traz esta idéia de paz, mas a guerra é iniciada pelos principais governantes do mundo. Os homens que nos fazem desejar a paz são os mesmos que nos impõem a guerra. Não acredito em valores absolutos, pois eles são a legitimação da coerção e da repressão, para o bem e para o mal. Não é porque somos bons de coração que tentaremos impor esta suposta doutrina aos demais. Cada um precisa ser livre para viver a vida que lhe vier. E isto impede a postulação de valores morais absolutos. Um abraço, Gustavo
Moro na Região Metropolitana de Porto Alegre, em Campo Bom, uma cidadezinha linda e maravilhosa de 60 mil habitantes que ainda dá para deixar as janelas e portas abertas no verão e o carro estacionado na frente da casa toda noite, mas meu assunto não é este. Leio todas as semanas a tua coluna e posso dizer que sou teu fã... se assim posso considerar.
Quanto ao assunto em questão: eu não tenho nenhum problema quanto a ética e a moral, nem meus filhos. Eu os criei de uma maneira que julgo correta, mas o que está acontecendo com este Brasil sem moral e sem ética... parece que a maioria está gostando e aprovando.
Moral e ética aprendemos em casa com nossos pais, não é a escola, que ensina a ler e escrever, nos ensina o saber.
É uma imoralidade generalizada e fica tudo por isso mesmo, os políticos então nem se fala.
Acho que só teremos uma solução: ir para as ruas, fechar o Congresso, escrever nova Carta e começar tudo de novo com novas regras e sistemas. Flávio Fagundes da Silveira
Leia a matéria Moral ModernaE aí? Se você achasse o tal celular? Devolvia?
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