Beleza
Sexóloga
A hora certa de tomar decisões no casamento
Imprimir matéria Envie para alguém

Bom Dia...
Estava lendo sua coluna de hoje no IG, talvez a Sra. possa me ajudar.

Estou casado há quase 6 anos, mas meu casamento está indo de mal a pior e estamos pensando em separação. Tem um problema enorme da minha parte: se nos separarmos, ela irá embora do estado com meu filho de 2 anos, a quem sou muito apegado e, por isso, sou obrigado a implorar a ela que não vá embora.

Caso você leia esse e-mail, opine sobre minha história, porque não agüento mais essa agonia dentro de meu peito, não consigo imaginar meu filho longe de mim.

Desde já agradeço

Se pensarem por alguns momentos, todos chegarão à conclusão de que talvez o que mais tenham que fazer em sua vida amorosa é: tomar decisões. Muitas decisões são tomadas por dia, por mês e em toda a duração do relacionamento. Quantas delas foram acertadas? Seria interessante fazer uma retrospectiva para saber ao certo. E o que exatamente mostrou-se certo dentro do que foi decidido. Porque talvez o que fosse certo em uma determinada época da vida ou da relação, não seja tão apropriada em outros momentos.

Muita gente diz que se olhar para o passado, se arrepende muito mais do que deixou de fazer do que aquilo que decidiu fazer, mesmo tendo trazido conseqüências difíceis. Então, não decidir, na verdade, significa mais do que evitar os erros, não viver o que realmente se quer viver.

Aliás, o medo de errar é um dos maiores inibidores da tomada de decisão. Indivíduos demasiadamente perfeccionistas ou pessoas que sofreram algum trauma no passado devido a algum erro que cometeram, desenvolvem uma reação de grande resistência à decidir questões afetivas.

E quem não tem medo de errar, afinal? Toda a educação que recebemos incide sobre evitar o erro a todo custo. Se errou na prova, pode repetir de ano; se errou o passe no esporte preferido pode levar o time ao fracasso e humilhação, não é assim mesmo?

No seu caso, o que será que está impedindo sua decisão? Você alega que são os motivos externos, que ela pode desaparecer com o seu filho, mas, será que não é colocar poder demais nas mãos dela? Alguém tem realmente o poder de impedir que você continue amando e cuidando de seu filho ou que se acerte uma situação de guarda compartilhada?

Outro inibidor da tomada de decisão é a chamada síndrome da solução ideal. A pessoa se convence de que deve existir uma alternativa perfeita, com riscos mínimos, quando não nulos, e começa a procurá-la. Se a solução for adiada por muito tempo, chegará um o momento em que não importa mais, pois a situação problemática se resolveu sozinha.

Mas nem sempre essa solução é a melhor... Suponha que se ela perceber que você não a ama mais, decida partir com o menino. Nesse caso, você corre o risco de que a situação que você mais teme, que é a partida deles aconteça efetivamente, mesmo você evitando a separação.

Aí será tarde para conversar e preparar o terreno para que esse menino saiba que ele terá o amor dos pais sempre e evitar piores traumas para ele.

Você tem o direito de continuar sendo um bom pai, e mesmo deixando de amar sua mulher, continuar a amá-lo para o resto da sua vida. Por mais que os fatores externos o pressionem, ou o paralisem, serão os motivos internos que mostrarão o melhor caminho a seguir.

Confie e decida!
Um abraço Sonia Blota Belotti

Artigos anteriores