Gostaria que você explicasse por que, às vezes, olhamos para o nosso namorado e sentimos uma vontade danada de ficar agarradinho, juntinho, beijando, beijando e em outro determinado momento, no próprio dia mesmo, já não temos essa necessidade, vontade que eu disse anteriormente? (Já estamos namorando há um ano e meio e o amo demais ). Eu fico preocupada, achando que deve ser assim o tempo inteiro, se eu amar realmente ele. Essa necessidade da mulher de ficar junto, dar e receber carinho o tempo todo deveria ser algo constante durante o dia... Estou certa?
Muito obrigada e parabéns pela sua coluna, é simplesmente maravilhosa.
Sabe por que isso acontece? Porque você é normal!! Não é só no mesmo dia que você deveria mudar de opinião, talvez na mesma hora, quem sabe...
Alguns homens se queixam muito que as mulheres “são de Lua”, ou seja, volúveis, num minuto pensam uma coisa, se apegam aquele pensamento, e quinze minutos depois já mudaram completamente, mantendo até uma certa distância deles após a mudança. Então essa necessidade que você atribui às mulheres talvez seja mais sua do que delas, não?
Talvez seu namorado possa se queixar de você ser o oposto, aquela mulher que fica muito grudada nele; talvez haja um alívio quando não há carinhos ininterruptos...
As mulheres são seres mutáveis, que seguem a direção dos instintos, da sensitividade, comece a prestar atenção na sua sabedoria interna: não é a toa que em alguns momentos é melhor ficar mais quieta, mais sozinha. Nossa mente envia sinais para isso, nosso corpo envia sinais para isso. Leia os sinais!
Vamos montar essa crença em que sua preocupação parece se basear. Você diz: “Se eu o amasse realmente, ia querer estar o tempo todo colada nele, beijando, dando e recebendo carinho.” Releia essa frase e veja se faz algum sentido importante. Principalmente a parte que diz “o tempo todo”. Teria sentido fazer sexo o dia inteiro, mesmo sentindo uma enorme atração física? Teria sentido falar o tempo todo, mesmo sabendo que você tem toda razão?
Porque, se de algum modo fizer sentido, de duas uma: ou você já está achando que já não o ama mais tanto assim como no começo, mas nesse caso, beijar menos ou mais não é a causa da situação, mas sim a conseqüência; ou, (e eu espero que seja essa a explicação), depois de um ano e meio, você amadureceu! Não precisa ficar demonstrando seu amor por gestos obrigatórios, adquiriu a confiança necessária para não depender tanto de quantos beijos foram dados na última hora juntos. E, se for isso, é ótimo!
Nada fica imóvel e idêntico com o passar do tempo, o amor é um processo e não um objetivo a se atingir. O amor não é como o Céu, que uma vez alcançado, fica eternamente na mesma situação. Li outro dia uma frase, que me foi passada como sendo de Victor Hugo, e, se não for, me corrijam; “Não há nada mais parecido com a constância que a morte.”
Permita-se então ser um pouco mais inconstante. Mude sempre que possível! Mude de direção, de opinião, de amor, se necessário, para arejar a vida!
Um abraço,
Sonia Blota
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