A mais recente lista de bilionários da revista Forbes trouxe o nome de 78 mulheres.
Claro que isso ainda representa pouco, afinal, 793 pessoas constam do seleto clube dos mais ricos do globo.
Porém, trata-se de um avanço considerável, se nos lembrarmos que há menos de cem anos mulheres faziam passeatas nas ruas de cidades como Nova York, a fim de conquistar seu direito ao voto.
Tudo isso é ainda mais impressionante, se voltarmos ainda mais no tempo, na época da Revolução Industrial, quando elas eram empregadas como mão-de-obra barata e não-especializada nas fábricas.
O Dia Internacional da Mulher, aliás, foi instituído em função de uma tragédia ocorrida no dia 8 de março de 1857, quando 129 operárias nova-iorquinas morreram em um incêndio provocado pela polícia, durante um protesto pelo direito à licença-maternidade e a uma redução na jornada de trabalho.
Hoje, além de receberem salários às vezes mais altos que os dos homens que exercem funções semelhantes, as mulheres conquistam cada vez mais espaço nos postos executivos mais altos das grandes corporações.
A pessoa mais rica da China, uma das grandes economias em expansão no planeta, é uma mulher. Zhang Yin, 49 anos, dona de uma companhia que recicla papel importado dos EUA, já possui um patrimônio pessoal maior que o de Oprah Winfrey, a “Hebe” da TV americana, e J.K. Rowling, criadora de Harry Potter.
Há inclusive estudos indicando que as empresas com mulheres em cargos de chefia conseguem resultados financeiros melhores. Meg Whitman, presidente do site eBay, que o diga. Graças à valorização das ações da empresa ela se tornou a CEO mais rica da América.
Até mesmo no reino das publicações masculinas eles perderam o lugar. A Playboy Enterprises é comandada por Christie Hefner, filha do fundador do grupo, que prefere a boa vida na mansão Playboy ao estresse do mundo corporativo.
Pois é, foi-se o tempo do “vá pilotar o fogão”!
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