O mundo fashion entrou em polvorosa quando modelos consideradas magras em excesso foram proibidas de entrar na passarela durante a Semana de Moda de Madri. A decisão, tomada por políticos locais que patrocinam o evento, iniciou uma discussão sobre o assunto nas principais capitais da moda.
Milão e Nova York já se posicionaram radicalmente contra a imposição de manequins mais “cheinhas”. Para os designers trata-se de algo discriminatório, mas, no fundo, eles preferem modelos que sirvam de "cabide" para suas criações.
Por isso, elegância e magreza sempre foram considerados sinônimos no meio. A atriz Audrey Hepburn, preferida de Givenchy, e Twiggy, a übermodel da década de 60 (ela o era antes mesmo que tal termo existisse), são bons exemplos.
A face feia dessa obsessão por corpos esquálidos chegou a extremos como a onda “heroin chic”, que dominou os editoriais de moda em meados dos anos 90. E há ainda o fantasma da anorexia, combatido por profissionais como Adi Barkan, fotógrafo e agente de modelos israelense que luta publicamente contra o uso de modelos que sofrem do distúrbio.
Uma questão que fica de toda essa celeuma é o “alcance” de tal medida. Ou seja, será que isso pode se refletir nas ruas? As pobres mortais que não vivem no Olimpo das supermodelos conseguirão romper os grilhões das dietas e da balança? Será que os padrões de beleza podem vir a ser alterados a partir desse debate?
O Delas quer saber sua opinião a respeito. Que se inicie a polêmica...