Oi Sonia...
Tenho 46 anos e, há um ano, conheci uma garota de 23. No início parecia só brincadeira, mas com o tempo acabei me apaixonando por ela. Nosso relacionamento é muito confuso, tento uma relação mais estável, mas ela mantém o pé atrás. Como posso solucionar esse problema? Tem solução?
Abraços, Henrique.
No domingo assisti a peça “Não sou feliz mas tenho marido” , baseada no livro de Viviana Gomes Thorpe, que foi consultora de relacionamentos na Argentina, e que, assim como eu faço para o site Delas, colecionou milhares de casos e respondeu milhares de dúvidas.
Todo esse material foi compilado em temas mais amplos, considerados os mais responsáveis pelas dificuldades das mulheres que queriam um conselho ou uma orientação.
É interessante perceber que, no fundo, os problemas dos relacionamentos são os mesmos, só mudam de endereço. Zezé Polessa, protagonista brilhante, é aplaudida várias vezes em cena, tamanha é a identificação do público.
Eu gostaria de poder, nas próximas semanas, comentar sobre aqueles temas considerados mais parecidos com as mensagens que recebo dos leitores, e eu digo no gênero masculino, porque tenho muitos leitores homens, que sempre gosto de parabenizar pelo interesse cada vez maior em se relacionar melhor, em compreender melhor as mulheres e em saber qual o seu papel na vida delas.
Hoje comento um pouco o tema da “Síndrome da ninfeta”, um assunto que provoca muitas risadas nas mulheres presentes ao teatro, porque é o maior fantasma que assombra as relações das mulheres, casadas ou não, depois dos 40 anos.
Aquele velhíssimo ditado que dizia que o homem, quando começa a envelhecer, troca uma mulher de 40 por 2 de 20 continua sendo uma verdade, mas de outra forma: se antes era mais uma questão de provar sua masculinidade, ou de renovar o sexo com carne fresca, parece que agora esse homem se vê apaixonado por essa menina, e quer se casar com ela. Não é mais uma troca de mulheres ou de fêmeas, mas de esposas!
Por isso, meu caro Henrique, acho sim que seu problema tem uma solução!
Não no fato de conseguir uma relação menos confusa, porque confusão é uma das características das jovenzinhas inexperientes: nem a cabeça delas ainda está clara, nem o que querem da vida, quanto mais o que esperam do amor e de um companheiro!
O que você pode conseguir de diferente e melhor nesse caso é que ela passe a confiar em você, que amadureça para enxergar um igual em você, apesar da diferença de idade.
E mais que isso, que descubra que muitas vezes o mais bonito do amor é a gente se deixar amar, se permitir ser amado, seriamente, profundamente. Se conseguir isso, terá ao seu lado uma mulher amadurecida e pronta para viver o que merece!
Um abraço,
Sonia
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