Tenho 44 anos, já não sou uma garotinha, mas me sinto imatura no campo sentimental. Meus relacionamentos não duram mais do que duas semanas, porque sempre “esfria”. Então, parto novamente para a “caça”., meu maior hobby . Talvez seja auto-afirmação de que consigo tudo o que quero, mas começou a ser tão fácil que perdi o interesse nas coisas duradouras. Já deixei escapar muitas chances de ser feliz , em meio a tantas conquistas. Eu me machuco como punição maltratando outras pessoas que já me amaram. O que devo fazer? Por favor, me ajude!
Caça e caçadora
No meu livro “Tocando a Vida”, eu conto a história de Atalanta, era uma mortal da mitologia grega que, na verdade, se comportava como deusa: colocava as suas expectativas em relação aos homens pretendentes tão altas, que acabava sozinha. Ela era a melhor guerreira, a melhor corredora, a melhor em tanta coisa que seu relacionamento tornava-se uma competição e, é claro, ela sempre queria ganhar...
Pensei em Atalanta quando li sua mensagem, se você já sabe quais são as atitudes que levam ao fracasso do seu relacionamento, porque você pergunta se a culpa é do carma? Você sabe O QUE faz para que não dê certo, não sabe? Então, acho que o POR QUE não ajuda muito nesse caso... Pense em mudar de atitude, troque o “não consigo” pelo “não sei como”, isso funciona muito bem quando queremos mesmo agir de forma diferente!
O objetivo da caçadora é a caça, ou seja, seu troféu é a derrota ou a morte da presa...
Não creio que o que move a caçadora em você seja confirmar que você consegue tudo que quer, isso você já sabe. A questão é mais porque as conquistas não bastam. Não preenchem, não são suficientes?
Talvez você ainda seja, no fundo, uma menininha mesmo, com medo de assumir uma relação adulta, de dar a cara pra bater como diz uma expressão que gosto muito, e que é muito verdadeira nos relacionamentos.
Uma garotinha com uma imagem de homem muito idealizada, mas com uma auto-imagem mais alta ainda. Se eu puder sugerir uma qualidade para poder te ajudar nesse momento, é a percepção real e objetiva do mundo e de você mesma. Uma caçadora que seja menos buscadora e mais persistente, que tira os troféus da parede e vai enfrentar seus homens pessoalmente, cara a cara, corpo a corpo.
Um abraço
Sonia Blota