Abraços apertados, beijinhos que dão arrepio, tapinhas eróticos, apertões de hummm...que vontade de morder você! Ninguém se lembra, mas nessas horas é o sentido do tato que funciona como veículo de comunicação.
A pele é o mais antigo e sensível dos nossos órgãos, nosso primeiro meio de comunicação com o mundo, e um eficiente protetor. Aquele friozinho que arrepia ou o aquele mormaço gostoso do final da tarde, só pode ser sentido porque o corpo recebe através da pele a comunicação do que acontece ao nosso redor.
A pele de um adulto pesa 17,8% do peso corporal, e serve de envólucro para todos os ossos, veias e órgãos internos. Já imaginou sem a pele o que poderia acontecer num dia de chuva? O bonito disso, é que através do toque também mostramos nosso afeto com um carinho gostoso, a repulsa quando não conseguimos nem encostar no outro, ou mesmo a raiva quando usamos o sentido do tato para machucar alguém.
Está provado que o toque usado em terapias, massagens e estímulos sensoriais ajuda na recueração de muitas doenças, e pode estimular pessoas em idade avançada.
Através do tato nos comunicamos e recebemos comunicação, por exemplo: se temos febre ficamos quentes, se exageramos no sol ficamos vermelhos, depois de exercícios físicos ficamos suados, quem não se alimenta direito tem a pele feia, e assim por diante. Quando se trata da pele, somos muito transparentes na comunicação.
Nossos relacionamentos também dependem da comunicação através do toque. Por isso, da próxima vez que encontrar uma amiga ou amigo não tenha receio de um grande abraço. De dar beijinhos em quem é querido. Apertar a mão de um jeito firme quando for apresentada para alguém. De usar roupas que dêem a sensação de conforto, usar toalhas macias para se enxugar. De hidratar e cuidar desse maravilhoso meio de comunicação.
Para você....Aquele abraço!
Lícia Egger Moellwald é consultora na área de Treinamento Corporativo, Relações Públicas, doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo e professora da Universidade Anhembi Morumbi.
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