Oi Sônia...
Há mais ou menos um ano trabalho com meu marido. Temos uma corretora de seguros em fase de crescimento e muitas contas para pagar. Mas acho difícil ser essa supermulher, que cuida da empresa, das contas, da casa sozinha (porque para isso ele não tem pique...). Às vezes, tenho vontade de ir para uma ilha deserta... O que faço?
As escolhas da supermulher
Sei por experiência pessoal e profissional que as mulheres conseguem administrar várias coisas ao mesmo tempo com facilidade.
Mas isso não impede que as obrigações pesem e que muitas vezes tudo que a gente deseja é fazer como aquele gato das histórias em quadrinhos, o Garfield, que diz : “vontade de comer, comer... vontade de dormir, dormir... vontade de trabalhar, melhor ficar quietinho e esperar a vontade passar...”
Às vezes sabe o que falta? Um incentivo pra você: pode ser uma palavra de conforto dele, um carinho não programado, um elogio. Essas pequenas doses de motivação podem operar milagres. Há quanto tempo isso não acontece? E não espere que venha dele não! Se for complicado, faça você mesma! Um presentinho, uma massagem no fim da tarde, um CD que você possa ouvir e que seja relaxante, muitas pérolas de tranqüilidade podem fazer você se sentir confortada e revigorada.
Achei bonito você em nenhum momento reclamar das suas escolhas ou chorar o passado perdido. Melhor mesmo é saber quando estamos exagerando a nossa própria capacidade, quando mesmo sabendo que carregamos pedras, superestimamos nossas forças. Carregar pedras sempre é duro e não adianta fingir que são leves. Mas temos que carregar aquelas que cabem nas nossas mãos, cujo peso e textura já conhecemos. E principalmente as pedras que escolhemos para as nossas construções.
É isso que nos dá todo o direito de muitos dias pensarmos numa praia de areias brancas e brisas suaves e alguém trazendo água de coco nas nossas mãos... Mas depois, suspirar, chacoalhar a fantasia e voltar pra vida.