Sonia, morei em Caraguatatuba e conheci um rapaz. Eu tinha 11 anos e ele 17, mudei de lá e perdemos contato... Após 12 anos encontrei-o no Orkut e acabamos nos encontrando em um shopping. Ele revelou que durante anos me procurou e que desde esta época sentia um carinho, amor muito grande por mim... Ele foi casado duas vezes e disse que não quer ficar sem mim, mesmo sabendo que atualmente estou namorando... Ele tem hoje um tumor no cérebro e tento ao máximo não magoá-lo, mas confesso que tudo isso mexeu comigo. O que faço?
Medo ou pena?
O que mexe mais contigo nessa situação: medo ou pena?
O medo pode ser bom conselheiro para nos proteger das decepções ou das atitudes muito radicais, mas muitas vezes ele nos impede de experimentar algo que nos faria feliz. Você tem aqui uma nova oportunidade de viver aquilo que não conseguiu viver no passado. Uma nova aventura, um resgate de sentimentos talvez...
Mas se for a pena que está movendo suas atitudes, no final da história muita gente estará infeliz: teu namorado atual (por perder você), o rapaz que voltou do passado (se souber que não é amor que a está levando para perto dele) e você mesma, porque o arrependimento por coisas que fazemos por ter dó de alguém é bem amargo, geralmente.
Você é afortunada por poder ter uma segunda chance de escolher alguém, por poder mudar sua vida para uma melhor direção: mas mesmo que seu objetivo esteja claro e seja digno, saiba exatamente quais são as forças que movem esse processo. Nos relacionamentos, os fins nem sempre justificam os meios; os fins no máximo deveriam impulsionar o início... e no seu caso é o início que vai desvendar toda a seqüência da história.
Use essa situação para avaliar qual é o rumo que você quer dar à sua vida, independente de estar com um ou com outro: como você pensa que será a sua felicidade daqui para frente? E aí siga com confiança!