A Psoríase é uma doença inflamatória da pele com incidência genética em cerca de 30% dos casos. Assim como a acne e o eczema, a psoríase é uma das dermatoses mais freqüentes e de distribuição universal, sendo possível que ela ocupe o segundo lugar, por ordem de freqüência, depois dos eczemas.
Nas grandes estatísticas dermatológicas, a psoríase figura entre 5 a 7% dos casos. É uma doença muito comum, crônica, recorrente, não contagiosa, multigênica (em que vários genes envolvidos). É caracterizada por lesões avermelhadas e placas descamativas preferencialmente em regiões como joelhos, cotovelos, couro cabeludo, palma das mãos e solas dos pés e deve-se ao aumento na velocidade de proliferação das células epidérmicas. A psoríase também pode acometer as unhas, que se apresenta com pequenos furinhos (unha em dedal), ou uma unha fica descolada com uma massa debaixo dela em sua parte distal.
Normalmente surge antes dos 30 anos e após os 50 anos, mas em 15% dos casos pode parecer ainda na infância, se manifesta ou piora dependendo dos agentes desencadeadores, que além da genética, outros fatores estão envolvidos no aparecimento e evolução da doença, como fatores psicológicos, estresse, exposição ao frio, uso de certos medicamentos e ingestão alcoólica pioram o quadro.
O diagnóstico é feito pela história clínica, aspecto das lesões e algumas vezes através de biópsia. Existem graus mais leves e com maior gravidade, às vezes comprometendo até mesmo as articulações.
A Psoríase não tem cura, mas deve ser tratada. Não existe um modo preventivo da doença, embora seja possível controlar o reaparecimento.
Em casos leves e moderados (cerca de 80%) pode ser controlada com o uso de medicação local, hidratação da pele e exposição ao sol, mas quem não possui tempo para estas exposições diárias ao sol, são indicados banhos de ultravioleta A e B em clínicas especializadas e sob rigorosa orientação médica.
O tratamento é feito na maioria das vezes com uso de pomadas tópicas, alguns medicamentos à base de alcatrão já provaram sua eficácia no controle da doença, mas têm o inconveniente de sujar a roupa de vestir e de cama e de ter um odor intenso.
É recomendado:
- Hidratar muito bem a pele, para evitar o ressecamento excessivo ou favorecer a possibilidade do desenvolvimento de lesões;
- Expor-se com cuidado e moderadamente ao sol, mas antes passar um creme hidratante ou terapêutico;
- Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas;
- Controlar as emoções e estresse, pois estes fatores têm papel importante no aparecimento das lesões;
- Visitar regularmente um dermatologista e seguir à risca suas orientações;
- Quando a psoríase é mais intensa e gera desconforto físico e psicológico, pode ser tratada com pomadas lubrificantes locais, psoralen (PUVA), neo tigason (acitretina), ciclosporina (Sandimum Neoral), micofenolato mefotil (Celicept) ou Methotrexate. Estes medicamentos devem ser prescritos somente por médicos especialistas, já que tem alguns efeitos colaterais que podem ser totalmente previstos e controláveis.
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Dra. Ana Maria Albuquerque é dermatologista especializada em Medicina Estética pela Faculdade John F. Kennedy (Buenos Aires), Cosmiatria pela Sociedade Brasileira de Medicina Estética e Mesoterapia sob coordenação de Jacques Le Coq (França). É proprietária da Clínica UMA Mulher, em Atibaia e diretora médica do SPA Refúgio Cheiro de Mato, em Mairiporã, São Paulo, onde implementou o conceito médico-esteticista.