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Só consigo me excitar quando penso em coisas “proibidas”, que estou traindo alguém ou sendo vulgar ... Na verdade, eu tenho que fazer um filminho na minha cabeça. Às vezes fica difícil imaginar essas besteiras, pois tem dia que a criatividade não vem. Será que isso é normal?  Como seria bom ser como os homens, que se excitam facilmente! (Viviana, 28 anos)

Já falamos, em colunas anteriores, a respeito da repressão. Discutimos o quanto ela atrapalha uma vida sexual plena. E no caso das fantasias sexuais não é diferente, a repressão também está presente.

Imaginamos e fantasiamos aquilo que não nos permitimos viver livremente, ou que pensamos que não seja “correto” viver. E nesse caso, a fantasia é mais um dos estímulos para o desejo sexual.

Não há nenhum mal em fantasiar, criar uma história ou fazer um filminho. Tudo isso possibilita a libertação do desejo das garras da repressão. Fantasiar não é perversão, é imaginação.

A questão fica mais complicada quando a fantasia passa para a realidade, e eu explico o porquê. Enquanto a fantasia acontece só na cabeça, o pensamento é livre, vai aonde você quiser e com quem quiser. A coisa muda quando a fantasia passa para a realidade, já que o desenrolar da situação vai depender também da vontade de outra pessoa.

Deles e delas

Pesquisas indicam que as fantasias femininas mais comuns são diferentes das fantasias masculinas. E como combinar a fantasia dos dois? Nessa hora é muito importante o respeito pelo parceiro. Ou seja, só “entre” na fantasia do seu parceiro se isso não lhe causar nenhum dano físico ou emocional. E isso é válido tanto para o momento, quanto para mais tarde.

É comum um parceiro topar viver a fantasia do outro no momento do envolvimento, na tentativa de agradar, e mais tarde sofrer com isso, seja por não ter gostado ou até porque sofreu algo ruim.

A melhor forma de levar as fantasias para a vida real é dividi-las com o parceiro, que também poderá revelar suas “idéias” mais secretas. Se vocês toparem viver a fantasia um do outro, sejam felizes. O que é combinado não é caro.

Mas se você decidir não revelar a sua fantasia, viva-a! E tenha claro que a fantasia é apenas um dos estímulos sexuais, um dos afrodisíacos. Portanto, não abra mão dos demais estímulos que poderão ser experimentados a partir dos nossos sentidos. Solte a sua inspiração e os seus sentidos para alcançar e dar prazer!

Lorene Soares é psicóloga clínica, sexóloga, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP e consultora na área de comportamento para empresas
faledesexo@ig.com.br  

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