Muita gente não entende porque sente antipatias ou simpatias gratuitas por certas pessoas, porque se sentem mal em certos ambientes ou em contato com certos objetos. Em meu curso de Bioenergia temos muito tempo para explicar e introduzir o aluno nesse fantástico mundo das trocas energéticas, mas aqui darei apenas uma rápida explicação, que não pretende de forma alguma esgotar o assunto, mas apenas fornecer mais elementos para discussão.
Somos desde cedo educados para manter comunicações verbais, visuais, táteis, gustativas, ou seja, todas aquelas baseadas nos cinco sentidos e justificadas pela razão. Quantas vezes, temos ‘intuições’, ‘sensações’, ‘pressentimentos’ que vão de encontro a toda lógica e aos quais não damos o devido crédito? O resultado é que muitas vezes nos arrependemos por não termos a coragem de ouvir essas ‘vozes’ internas. “Bem que ‘alguma coisa’ estava me dizendo para não fazer aquela viagem!" Diz você depois que o estrago já está feito! “Quando chego perto daquela pessoa parece que meu coração se fecha! Mas ela é tão boazinha!"
Nossa educação não privilegia a atenção à nossa voz interior, aos nossos sentidos mais refinados e sempre nos desencoraja a trilhar os caminhos que não sejam guiados pela Razão. Mas uma coisa é certa, se a utilização do pensamento e da razão resolvessem sozinhos alguma coisa todos nós seríamos seres realizados, sem problemas ou conflitos, você não acha? Afinal, nossa mente tagarela o dia inteiro, muitas vezes complicando mais do que esclarecendo.
Nosso campo energético Mas vamos ao que interessa. O que pouca gente sabe é que não acabamos no limite de nossa pele. Ao contrário, nos expandimos muitos centímetros além do nosso corpo físico, emitindo campos de energia. Quando chegamos perto de uma pessoa, mesmo que não nos comuniquemos verbalmente com ela, já estamos entrando em contato com seu campo de energias.
Esse campo energético contém informações sobre o mundo interior dessa pessoa: seus padrões de pensamentos, sentimentos, caráter, estado físico, espiritual e inúmeros dados sobre toda a sua história. O campo energético carrega informações sobre a pessoa e quando a contatamos temos acesso a todo esse universo.
Somente os paranormais mais desenvolvidos conseguem decodificar essa enorme gama de informações de forma objetiva e linear, sabendo claramente o que se passa com aquele ser. A maioria das pessoas limita-se a sensações: simpatia, repulsa, desassossego, irritação, paz, alegria, serenidade, atração, enfim, a quantidade de estados de espírito é infinita “O homem nada mais é do que energia condensada e vive rodeado por um mar de energias com as quais se intercomunica ininterruptamente”
O nosso velho mundo de sólidos objetos concretos está rodeado e impregnado por um mundo fluído de energia radiante, em constante movimento, em constante mutação, como o oceano.
O organismo humano não é apenas uma estrutura física feita de moléculas, mas antes de tudo, composto por diferentes campos de energia, em diferentes estados de condensação. Basta lembrar-se do caso do gelo, da água em estado líquido e do vapor. São todos a mesma matéria, mas em estados diferentes de condensação. Nossos sentimentos, pensamentos e o espírito que somos, são também energia só que em estados mais sutis de condensação que a do corpo físico.
Vivemos mergulhados num mundo de campos de energia vital, de campos de pensamentos, sentimentos e de formas energéticas que se movem ao redor de nosso corpo, com ele interagem e também dele emanam. Podemos comparar o universo a uma teia dinâmica de modelos inseparáveis de energia. Desse modo mantemos uma conexão instantânea e ininterrupta com o meio ambiente e todo o universo. Não somos partes separadas de um todo. Somos o Todo.
Cuide bem de suas antenas! O homem é, portanto, uma estação geradora, transmissora e receptora de energias. Cada um emana um tipo de energia que reflete seu mundo interior e o grau de amplitude de sua consciência. Assim sendo, podemos emanar energias boas ou não, harmoniosas ou desequilibradas, que transmitem paz ou irritação. É justamente aí que surgem as antipatias ou afinidades entre as pessoas. Nesse caso, entramos em contato com o campo vibracional de pessoas, locais e objetos, e reagimos a eles, positivamente ou não.
Devemos apenas tomar cuidado com aspectos importantes. Muitas vezes a nossa reação não é propriamente ao campo de energia e sim uma resposta psicológica. Podem acontecer três situações:
1. Suponhamos que certa pessoa tenha o mesmo cheiro, ou a mesma forma de falar, ou qualquer característica que lembre um antigo relacionamento afetivo do passado e que a fez sofrer muito. Com certeza, você reagirá com antipatia ou mal estar. 2. Outras vezes a pessoa que está a sua frente está funcionando como um espelho, na medida em que tem as mesmas falhas que você, em que lhe mostra tudo aquilo que você sabe que tem de mudar, mas ainda não tomou a iniciativa. Isso, com certeza nos incomoda profundamente. 3. Em outras ocasiões as pessoas nos exibem tudo aquilo que gostaríamos de ser ou fazer e nos mostram o quanto não tivemos coragem de ir à luta por nossos ideais. Nossa reação, nesse caso, será puramente psicológica.
Separe o que é seu daquilo que vem do outro Alegria, bom-humor, positividade são contagiosos. Mas lembre-se que a tristeza, a raiva e o baixo-astral também. Por isso, quando estiver perto de pessoas que vibrem negativamente, mantenha-se atento e preserve seu mundo interior na frequência energética mais elevada possível. Não é porque todas as pessoas ao seu redor estão em estado de desequilíbrio, que você deve entrar na mesma dança. É muito difícil preservar nossa positividade em meio a um mundo que só nos puxa para o baixo astral. Mas procure, nos momentos de emergência repetir mentalmente certas frases. Diga a si mesmo: o nervosismo é dele, não meu. A tristeza é dela, não minha. A insegurança, a desordem, a raiva, a doença são deles não minha. Respire e tente eliminar com o ar dos pulmões todas as emoções desequilibradas, sempre dizendo: isso não é meu. Nas primeiras vezes não funciona muito, mas com o tempo, vamos conseguindo preservar nosso estado interior por um tempo bem maior.
Cuidado com o contágio! Essa técnica é muito boa e você pode usá-la sempre. Mas, enquanto isso, precisa também saber como acontecem os contágios. Na verdade, ninguém e nada neste mundo tem o poder de invadir seu campo vibratório e contaminá-lo. Imagine a quantidade de pessoas, locais e objetos com as quais convivemos. Se fôssemos nos envolver profundamente com a energia de cada um deles, nossa vida se tornaria impossível. Existem dois fatores que devemos levar em consideração. O primeiro é que quanto mais bem estruturada for a nossa individualidade, nossa personalidade, nosso eixo interior, menos vulnerável nos tornamos ao mundo externo. Portanto, baixa auto-estima, falta de opinião própria, excesso de sugestionabilidade, vontade de agradar a todos e fazer média, nos tornam abertos e suscetíveis a tudo.
Outro ponto vital nessa questão do contágio é que ele se dá por AFINIDADE. Se alguém consegue modificar seu estado vibratório para pior é porque você tem essa freqüência em seu campo áurico. Se alguém te irrita com facilidade é porque você tem a irritação dentro de si. Se as pessoas baixo-astral deixam você deprimida é porque você tem a tristeza dentro de si. Se a crítica incomoda é porque você tem a crítica dentro de si, além de auto-estima muito baixa. A mesma regra vale para os aspectos positivos. Ou seja, para que o outro consiga me atingir, é preciso que eu dê o gancho, a brecha, a afinidade. O que o outro faz é simplesmente ATIVAR algo que já está em minha aura, muitas vezes de forma inativa.
A partir de agora, então, não se preocupe somente em se afastar das pessoas que considera “ruins” e nem se proteger delas. Concentre-se na auto-observação e em descobrir que afinidades, que características tem parecidas com essa pessoa. Agradeça a oportunidade que elas estão te dando de auto-conhecer-se. Afinal, não temos inimigos e sim instrutores.
Você e o outro, no espelho.... A essa altura você já deve estar me xingando: imagine que eu sou igual a fulano, um tremendo mau-caráter sem vergonha!! Calma, gente, saibam que o que eu estou falando também diz respeito a características do nosso inconsciente, ou seja aspectos que nem eu conheço de mim mesmo e que nem sempre manifesto no mundo externo, por estarem inativos. E se manifesto, o faço às vezes de forma mais branda. Quer um exemplo? Você reclama que todos os seus namorados mentem e te enganam. Você não costuma mentir e enganar outras pessoas, certo? Mas me responda uma coisa: será que você não acaba às vezes mentindo para si mesma, enganando-se, iludindo-se, criando um mundo de contos de fadas ou não querendo ver a realidade como ela é? Se a resposta for sim, fatalmente atrairá pessoas que também distorcem a realidade..... Todo esse sofrimento deve servir para que você pare e reavalie sua vida. Lembra daquela máxima: “Homem, conhece-te a ti mesmo”?
A melhor forma, portanto, de nos afastarmos das energias de baixo nível é banindo essas energias de nossa aura, enquanto nos dedicamos também aos nossos processos de proteção. Isso exige auto-conhecimento e, posteriormente, muita coragem e vontade de mudar, além de muito tempo e paciência, é claro.
Posteriormente voltaremos a esse assunto. E no nosso próximo encontro, como eu havia prometido a um dos nossos leitores, vamos abordar as principais fontes de energia disponíveis para manter nossa saúde física, mental, emocional e espiritual.
Até a próxima e muita Luz a todos
Vera Caballero é colaboradora do Delas. Professora de Yoga, numeróloga, terapeuta floral, reiki master, massoterapeuta, ministra cursos e palestras sobre Bioenergias. Para entrar em contato, escreva para: contentamento@ig.com.br
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