Mande para sonia.teias@ig.com.br suas dúvidas sobre relacionamentos e sexualidade, vamos selecionar algumas para serem respondidas pela terapeuta Sônia Blota. Aproveite!
Olá Sônia, Eu tenho 31 anos, sou solteira, e há tempos não consigo um namorado fixo. Não tenho filhos, vivo com meus pais e há pouco tempo atrás tive um relacionamento com um homem divorciado, de 40 anos e com dois filhos, só que ele me deixou por causa de nossas diferenças (assim disse ele).
Ele é evangélico e eu católica não praticante. Senti que ele sempre me questionava em relação a certas atitudes como pintar o cabelo, por exemplo. Sei que estou sofrendo muito, me senti descriminada, mas sei que não tenho culpa de ter sido educada em uma religião diferente da dele. Não sei mais o que fazer, pois gosto dele, adoraria viver com ele, mas por outro lado fico me questionando se esse relacionamento não seria uma eterna cobrança.
Nunca pensei em ser discriminada por minha crença. Pois creio que a fé é uma só, em um único Cristo Salvador e Filho de um único Pai Criador. Obrigada por me atender, Ro.
Empatia Nenhuma característica humana é razão suficiente para sermos discriminados: nem raça, cor da pele, sexo e opção sexual e muito menos pelas crenças ou convicções. E quando amamos alguém e sofremos algo assim, esse sentimento parece ser ainda mais devastador, porque amor não combina com sentir-se errado ou desajustado todo o tempo. Combina com compreender que as diferenças é que trazem a completude, e combina com ser totalmente disponível para saber como o outro se sente, em nome do amor.
Tenho falado sobre competência emocional, e chegamos aqui na questão mais importante para o relacionamento interpessoal: a empatia. Empatia é colocar-se completamente no lugar do outro, olhando o mundo com os olhos da outra pessoa, e, sem julgamento, perceber que esse outro mundo pode ser somado ao nosso, com vantagens para as duas pessoas envolvidas.
Nos cursos que ministro sobre como melhorar os relacionamentos, mostro que desenvolver a empatia é "calça os sapatos" de outra pessoa, (quanto mais diferente em tamanho e estilo melhor). E ao se movimentar pela sala com sapatos diferentes, as pessoas percebem como é possível ser e estar no mundo de outra maneira.
Ninguém tem todas as respostas, e nem é dono da verdade. Sempre há algo de importante a ser descoberto quando se assume uma outra visão, um outro ponto de vista que não o nosso. Se este homem tem uma posição muito rígida a respeito do mundo que o cerca, essa posição se estende a todas as pessoas, incluindo quem ele quer bem. Às vezes isso reflete um medo muito grande de que se algo ou alguém chacoalhar um pouco essas convicções, elas não se manterão de pé. Então ele precisa tanto cercar os valores para não se perder, que perde as relações que são possibilidades preciosas em termos de contato e de intimidade.
Se pensarmos no caminho da maturidade emocional, para que cheguemos na empatia, primeiro temos de ter um autoconhecimento esclarecedor, depois estarmos abertos ao relacionamento profundo e só depois disso podemos nos colocar no lugar do outro: suspender nossas identidades por um breve tempo e vestir a identidade do nosso amor, seja ele branco, preto, homem, mulher, ou que nome dá a Deus.
Sônia Blota é psicóloga, pós-graduada em Integração Fisiopsíquica, Master Practitioner em PNL, com especialização em psicologia clínica, Terapia da Linha do Tempo e Sexualidade. Para entrar em contato, clique aqui e visite o site Teias ou mande seu e-mail para sonia.teias@ig.com.br
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