Calma, a “Síndrome das Mulheres Cabeça” não é uma doença, ou melhor, não é nenhum problema físico! É, sim, o resultado de uma vida unicamente focada no trabalho e negócios. Os sintomas não tardam a aparecer, solidão, nervoso, falta de namorado, stress, vazio interior ... tudo é resultado de uma vida mal-administrada: ênfase excessiva nos aspectos profissionais, desleixo em todos os outros.
Segundo dados mais recentes coletados no IBGE, as mulheres no Brasil estão casando com a idade média de 26 anos, e os homens, por volta dos 30. Em 1991, as mulheres se casavam com 23, e os homens com 27. Isso não significa uma mudança ruim, mesmo porque casamento não é receita para felicidade, mas sinaliza que elas estão pensando cada vez mais na carreira.
Segundo Cláudya Toledo, especializada em juntar casais, a vida profissional da mulher moderna tem influenciado negativamente os aspectos amorosos e sexuais. “A típica mulher que sofre dessa síndrome é inteligente e bem sucedida no trabalho (ou pretende ser), e seu foco é só esse, o resto fica para segundo, terceiro, quarto plano”, explica.
Em resumo, a Mulher-Cabeça vive “pilhada”, ligada no 220 volts, correndo contra o relógio para dar conta dos compromissos. “A vida profissional consome toda a sua energia, daí ela fica sem pique para sair, cuidar de si mesma etc”. A solidão chega como conseqüência: a mulher fica tão cansada que prefere dormir ou ficar de pijama quando está em casa, mesmo porque, trabalhar cansa, e como!
Elas afastam os pretendentes Agora, suponhamos que uma Mulher-Cabeça aceite o convite de um pretendente para sair. Ela vai, no salto, e muito segura de si. Mas em vez de chegar ao encontro aberta a novas possibilidades amorosas, ela encara o indivíduo como se fosse um candidato para uma vaga de emprego. “Analisa de cima a baixo, se ele falar alguma coisa errada já era, fica atenta para todos os defeitos e no final avalia”, comenta Cláudya, que completa, “o resultado da avaliação é sempre abaixo da expectativa”.

Perfil da mulher cabeça: É bem sucedida ou busca isso Trabalha muito e vive cansada É inteligente e bem-informada Sente-se sozinha, mas demora para perceber que isto pode ser um problema Acha que ninguém está à sua altura Analisa o pretendente como um possível funcionário
Oras, não há nada demais em ser seletiva nos relacionamentos, aliás este é um ótimo exercício para não se envolver com tipinhos indesejáveis, o problema é tratar o amor com a mesma frieza com que trata os negócios. “É preciso começar a perceber o outro, olhar nos olhos dele e desligar-se do resto do mundo”. Isso não é receita para um encontro virar namoro, mas um bom começo é deixar as portas abertas.
Cláudya explica que a mulher acaba confundindo sua profissão consigo mesma. “Ninguém é dentista, executiva ou advogada 24 horas por dia, isso é uma parte importante da vida, mas não é tudo”. E não é mesmo, quem consegue ser feliz sozinho? Quem consegue viver bem se dedicando unicamente ao trabalho? Quando a solidão, o cansaço e o vazio batem à porta ... é mais do que hora de mudar.
Nem todas as Mulheres-Cabeça são solteiras, algumas também são casadas, têm namorados, e isso acaba se tornando um problemão. É como se o parceiro fosse um estorvo, uma peça fora do lugar, e a dinâmica do relacionamento geralmente é muito ruim. “O homem chega exausto depois de um dia cansativo e com a cabeça cheia, antigamente a mulher preparava o banho dele e o jantar com prazer, hoje não temos como fazer isso devido ao ritmo acelerado de vida. Em contrapartida, ninguém faz esses agrados para ela, que também chega em casa cansada”.
Segundo Cláudya a saída não é jogar a responsabilidade para um ou para o outro, o ideal é tentar mudar essa freqüência estressante. “Tomem banho juntos, preparem o jantar juntos, assistam a um filminho depois”, recomenda. Mudar a freqüência é como mudar de estação de rádio, depois do expediente é hora de pensar em outras coisas e vibrar em outras energias.
Pequenas grandes atitudes No trabalho nós exercitamos loucamente o nosso corpo mental, mas esquecemos do físico, emocional e espiritual. 40 a 50 minutos de atividade física alimentam o corpo físico. Se você não tiver pique para freqüentar uma academia ou caminhada, ligue o som em casa e dance um pouco. O exercício do corpo espiritual é muito particular e varia de acordo com a crença de cada um, de qualquer forma, reserve um tempo para se conectar com o que existe de mais sublime em você. O corpo emocional é nutrido toda vez que você cuida do delicado equilíbrio entre você e os outros: fazer um café durante o expediente para os amigos, olhar os seus colegas de trabalho com mais carinho, são coisas que ativam um campo energético fortíssimo ao seu redor.
Cláudya Toledo é proprietária da A2, uma grande agência de encontros do Brasil - Fone: 0800 772 3022. Também ministra cursos e palestras com o objetivo de renovar e estimular o poder de sedução e a energia feminina. Clique e visite o site.
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