Mande para sonia.teias@ig.com.br suas dúvidas sobre relacionamentos e sexualidade, vamos selecionar algumas para serem respondidas pela terapeuta Sônia Blota. Aproveite!
Olá Sônia, Conheci um moço há alguns meses, freqüentávamos o mesmo restaurante, ele me paquerava muito, até que conseguimos ficar. No começo foi tudo muito bom, nos falávamos por telefone e quando nos encontrávamos ficávamos juntos. Mas as coisas estão um pouco diferente, às vezes ficamos juntos, outras não. Eu fico extremamente chateada quando não ficamos juntos, mesmo porque saímos na mesma turma. O bom é que ele não fica com outra pessoa, nem eu. Mesmo assim, e eu já gosto dele demais, o que faço? Beijos Viviane
Olá Sonia, Meu nome é Adriana, eu tenho 31 anos e namorava há dois anos e dois meses. Meu ex-namorado tem 47 anos, eu descobri que ele me traía com três mulheres (até onde eu sei), e com uma delas ele saía a 1 ano e meio. Eu terminei com ele, mas o problema é que ele não me deixa em paz. Sempre me liga, e eu não consigo deixar de atender ao telefone, e sempre termino saindo com ele. Hoje nós estamos juntos, saímos quase todos os finais de semana. Para voltar não dá mais, e sempre me pergunto se está valendo a pena, pois sei que ele não vai mudar. Eu até saio, fico com outros caras, mas sempre termino nos braços dele. Quero largar mas não consigo, está sendo mais forte que eu. O que faço? Obrigada. Aguardo uma resposta.
Definindo o Compromisso
Apesar de parecerem diferentes, estes dois casos falam sobre (falta de) compromisso. No primeiro, Viviane, você quer ter uma situação mais definida, saber afinal o que vocês são. No segundo, Adriana, você também quer definir esta convivência com o seu ex, mesmo que seja decidir pelo fim do relacionamento.
Quando falamos em compromisso, estamos falando de um “acordo” ou um “contrato” e este vínculo causa muito medo em algumas pessoas, principalmente em alguns homens, como se estar comprometido viesse com uma grande carga de responsabilidade. Ao mesmo tempo, se não saber é algo que incomoda, por que não perguntar? Por que é tão difícil chegar para o companheiro e dizer: “afinal, qual é a sua?”. O que de pior pode acontecer?
Viviane, você acha que saber se vocês são “ficantes”, namorados, rolos, amigos coloridos, amantes vai mudar alguma coisa? Adriana, vocês já se separaram, você já sentiu a dor da traição, sente que o controle das suas emoções está fora de suas mãos... o que mais de tão terrível pode acontecer se vocês sentarem para conversar? Será que a possibilidade de ouvir as palavras “eu não te amo”, “não é de você que eu gosto” ou “você não significa nada para mim” é o que dá medo?
Recebo muitas mensagens que contam sobre pessoas que mantém um relacionamento péssimo, simplesmente porque querem continuar ouvindo da boca do outro que são amadas. Não deixem que isto aconteça com vocês. Nenhuma está satisfeita então comecem a tomar atitudes, a usar a comunicação.
Um dos temas importantes dessa questão é o desapego: o quanto conseguimos ou estamos dispostos a fechar ciclos, encerrar períodos e coisas na nossa vida definitivamente. Grandes amores inclusive. O que você faz com as coisas que você não precisa mais? Continua guardando num canto da casa, criando mofo? O que você faz com as pessoas que não lhe fazem bem? Continua convivendo com elas só para não perder o seu amor?
No fundo no fundo quando alguém diz “eu não consigo”, é porque ainda não quer de verdade. Há uma história que diz que uma mulher ao colocar gasolina, vê no chão do posto um cachorro ganindo, com muito de dor e pergunta o que ele tem. Diz o dono que ele está sentando em cima de um grande prego fincado no chão. Ela pergunta por que ele não sai e ele diz: porque ainda não doeu o suficiente para ele se mover.
Sônia Blota é psicóloga, pós-graduada em Integração Fisiopsíquica, Master Practitioner em PNL, com especialização em psicologia clínica, Terapia da Linha do Tempo e Sexualidade. Para entrar em contato, clique aqui e visite o site Teias ou mande seu e-mail para sonia.teias@ig.com.br
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