Se fumar não fosse prazeroso, ninguém o faria. O fato é que o cigarro se firma cada vez mais como uma das drogas mais eficazes para combater a ansiedade e depressão, estados emocionais típicos do nosso estilo de vida.
E, ao que tudo indica, a nicotina é mesmo a vilã desta história: ela age na ansiedade e nos aspectos psico-emocionais. “A nicotina ativa neurotransmissores no cérebro responsáveis pela liberação de substâncias como a Dopamina e a Serotonina, que são poderosos antidepressivos”, explica a cardiologista Jaqueline Scholz Issa, autora do livro “Deixar de Fumar” (Mg Editores).
A dupla Dopamina + Serotinina parece mesmo imbatível. A primeira dá sensação de alegria, felicidade e bem-estar. Já a Serotonina é um estimulante que dá coragem, bom-humor e controla o apetite. Perfeito, não?
Tudo isso seria mesmo ótimo se cigarro não fizesse mal nem viciasse. O bem-estar proporcionado pela nicotina faz com que o ato de fumar se torne repetitivo e, em pouco tempo, aconteça o condicionamento. Em seis meses você já pode se considerar viciada.
No Brasil, estima-se que 33% da população acima de 18 anos seja fumante. Destes, 50% irá morrer por doenças relacionadas ao cigarro, aproximadamente cem mil a cada ano.
Continuar a apontar números assustadores ou citar doenças devastadoras causadas pelo cigarro, no entanto, é chover no molhado, todo mundo já sabe, mas fuma mesmo assim.
Por conta desta “autodestruição consciente” o tabagismo já é considerado uma doença. “As afirmações sobre os malefícios são tão evidentes e mesmo sabendo disso as pessoas não conseguem parar de fumar, existe uma dependência clara e por isso fumar é uma doença”, explica Jaqueline.
O conhecimento sobre a nocividade do tabaco deu-se de forma lenta e gradual, baseado no olhar atento de alguns médicos mais criteriosos e observadores. A seguir você descobre por que fumar parece tão bom, por que vicia e as armas definitivas para lutar contra o vício:
1.Por que você fuma
2.As armas antifumo que ajudam o dependente
3.Tipos de fumantes
4.As frases típicas de um fumante convicto
5.Parar? Depois eu penso nisso
6. Teste de dependência
Dra. Jaqueline Scholz Issa reúne mais de uma década de sua experiência no tratamento de centenas de pacientes tabagistas, no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, o Incor, onde atua como cardiologista e diretora do Ambulatório de Tabagismo. É autora do livro "Deixar de Fumar" (MG Editores). Visite o site http://www.deixardefumar.com.br/
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