AVC. A sigla está em todos os jornais depois que uma das participantes do Big Brother, o programa da Rede Globo de TV, precisou sair do programa porque teve que ser hospitalizada às pressas. A razão? Um AVC ou Acidente Vascular Cerebral.
AVC ainda não é um diagnóstico, embora pareça, para nós, leigos. Para os médicos a sigla marca o início de um processo de investigação. Um AVC seria o termo genérico para uma falha no funcionamento do cérebro provocada por um problema de circulação.
O dr. Eli Evaristo, neurologista do corpo clínico do Hospital Oswaldo Cruz, explica que existem dois tipos de AVCs. No primeiro caso, esta forma de lesão cerebral pode ser provocada por uma hemorragia em alguma região do cérebro, resultado do rompimento de uma artéria. É por isto que popularmente a gente chama todos os AVCs, indevidamente, de "derrames". Mas existe um outro tipo de AVC, que, ao contrário, é resultado da falta de circulação, provocada pela oclusão ou obstrução de alguma artéria. São as "isquemias". O tratamento em um e outro caso varia, é claro, mas as duas situações tem pontos importantes em comum: ambas provocam falhas no funcionamento do cérebro e, por isso, os sintomas são parecidos e apenas um médico pode fazer o diagnóstico.
Os sintomas... Dependendo da região onde ocorre o "acidente vascular" estes sintomas variam muito. Segundo o dr. Evaristo, eles incluem qualquer tipo de alteração súbita nas funções cerebrais. Exemplos: paralisias, alterações na fala, na visão, dores de cabeça violentas, vômitos, desequilíbrios, falhas nos movimentos. Eventualmente, alterações de comportamento também sinalizam lesões. "Nosso comportamento é fruto do funcionamento cerebral adequado", esclare o doutor Evaristo. "Lesões em determinadas regiões do cérebro podem provocar desorientações tempo-espaciais ou alterações no padrão de iniciativa, por exemplo, e a pessoa pode ficar mais apática ou mais agressiva."
Você reparou que a palavra "súbita" está sublinhada? É porque ela é a chave para distinguir uma dor de cabeça comum, provocada por horas diante do computador, de um sintoma de AVC. Estas alterações acontecem assim, de repente. E, em geral, estão diretamente relacionadas a fatores de risco.
Fatores de risco Alguns de nós estão mais propensos do que outros a sofrerem um AVC. Doenças como diabetes e hipertensão estão no topo da lista dos fatores de risco. Os fumantes, idosos e obesos também devem ficar atentos. Níveis elevados de colesterol e triglicérides merecem atenção, assim como um histórico familiar de doenças cardio-vasculares. Pessoas que se encaixem neste perfil deveriam procurar o médico para um acompanhamento de rotina e exames preventivos para avaliar os riscos. É assim que ele vai poder determinar o tratamento mais adequado.
AVCs são acidentes ou seja eventos súbitos e que podem acontecer sem uma razão aparente. Nesta hora, o importante é procurar imediatamente um hospital.
No site do professor Dráuzio Varella você encontra um artigo excelente do doutor Eli Evaristo, com informações completas e acessíveis sobre AVCs, os sintomas e tratamentos. Se você quiser saber mais sobre este assunto não deixe de ler.
Colaboração O dr. Eli Faria Evaristo é neurologista da clínica DFV Neuro e médico do corpo clínico dos hospitais Oswaldo Cruz e Sírio Libanês. Atua também no Hospital das Clínicas de São Paulo.
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