Mande para sonia.teias@ig.com.br suas dúvidas sobre relacionamentos e sexualidade, vamos selecionar algumas para serem respondidas pela terapeuta Sônia Blota. Aproveite!
Olá Sônia, não sei o que fazer: estou casado há 3 anos e meu casamento esfriou, já conversamos muito sobre o assunto, ela e eu, e durante alguns dias as coisas ficam legais, mas logo, volta tudo ao normal... Mauro A.
Termômetro do Amor
Recebo inúmeros e-mails de leitores, homens e mulheres, que, depois de algum tempo juntos, descobrem, surpresos e aflitos, que o casamento esfriou. Faço uma comparação com a saúde da relação: este é um dos principais sintomas de uma relação doente. Temos que ser os médicos e curadores dos nossos relacionamentos e o primeiro passo para isto é: fazer um bom diagnóstico.
Assim como o pediatra acompanha o desenvolvimento da criança, temos que acompanhar a relação, sermos cuidadosos e muito atentos com ela o tempo inteiro. Não cuidamos da nossa saúde física apenas para não ficarmos doentes, fazemos isso para nos tornarmos pessoas melhores. Com o relacionamento acontece o mesmo. Não tomamos atitudes só para evitar uma separação, queremos, isso sim, que a relação fique cada vez mais profunda e mais satisfatória.
Você tem consciência de qual é a temperatura do seu casamento? Muitas pessoas iniciam um relacionamento num ritmo absolutamente frenético, sexualmente falando, e isto, você sabe, é impossível de manter. O normal é que a relação vá encontrando um ponto de equilíbrio, uma temperatura que satisfaça ambos os parceiros.
Seja o doutor do seu relacionamento. Aprenda a usar a sua observação e os seus sentimentos como instrumentos para medir o ritmo e os ciclos do cotidiano. Porque em termos de saúde, física ou emocional, é sempre melhor prevenir do que remediar e isso que dizer que manter a relação saudável é mais fácil do que consertar relacionamentos com ferimentos profundos.
Se você quiser ser um bom médico, deve aprender a reconhecer a química ideal da dupla e perceber a variação do desejo em cada fase do casamento: para algumas mulheres, por exemplo, o desejo está muito relacionado com os ciclos menstruais.
Mas, no seu caso, como você diz que a relação já esfriou, é preferível provocar uma febre, repentina, quente até um pouco demais, uma crise, mesmo que os dois fiquem inflamados ou em pé de guerra. Porque isso vai obrigar vocês a fazerem uma intervenção imediata, tomar um remédio de efeito mais rápido: uma boa conversa que pode retomar a temperatura normal do casal.
Porque a pior doença é aquela que não avisa, e que vai corroendo a convivência, a confiança, sem anunciar. E isso pode levar mesmo a uma ruptura. Ou os dois podem acordar um dia e descobrir que um não tem mais nada a ver com o outro.
Pense o quanto você ainda quer investir na recuperação do seu casamento. Eu sou sempre favorável a coisas diferentes e novas para poder dar uma injeção de vitaminas quando bate o desânimo. Mas esta escolha deve ser feita pelos dois. Esta frieza não é uma questão de culpa, e nem de tentar saber qual dos dois está fazendo alguma coisa errada. É uma questão de escolher a medicina certa para este momento. É prestar atenção onde vocês perderam as melhores coisas que vocês fizeram juntos, ir até lá e resgatá-las.
Sônia Blota é psicóloga, pós-graduada em Integração Fisiopsíquica, Master Practitioner em PNL, com especialização em psicologia clínica, Terapia da Linha do Tempo e Sexualidade. Para entrar em contato, clique aqui e visite o site Teias ou mande seu e-mail para sonia.teias@ig.com.br
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