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O amor e os homens
Uma fascinante espiada na alma dos homens  
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Por: Adília Belotti

Poucas mulheres não se entusiasmariam com a possibilidade de poder olhar por um buraco de fechadura e descobrir o que anda no coração dos homens. Por obras e artes da jornalista Maria Alice Guedes, nós podemos, sim, conhecer estes segredos num livro que desvenda a alma das nossas caras metades, Desnudeios, publicado pela Editora Códex.

Durante quatro anos, Maria Alice ouviu depoimentos de vários homens sobre amor e sexualidade e acabou criando uma tipologia que fala diretamente das almas masculinas: Cigano Romântico, Cabra Safado, Anjo Negro, Cavaleiro, Animal, Marinheiro Espanhol, Caçador Itinerante, Poeta da Estética, Fios de Ouro. São ao todo nove tipos de histórias, nove jeitos de exercer o papel masculino no mundo de hoje, apresentados neste primeiro exemplar de uma obra que promete continuação para muito em breve....

Mas antes de sair correndo para comprar seu exemplar, acompanhe aqui a entrevista com Maria Alice e mergulhe de cabeça no fascinante mundo masculino. Afinal, como propõe a autora de Desnudeios: “A verdadeira proposta desse trabalho é procriar mais afeto e menos frustração”.

Que mitos ou que estereótipos você tinha sobre os homens que a elaboração do livro ajudou a derrubar ou a modificar completamente?
O mito.
O mito das meninas pode se transformar no estereótipo das mulheres. O meu mito de menina era aquele homem com um revólver na cintura, um par de coturnos e um amor contido no coração: meu pai.

Muitas vezes, somos flagradas por nós mesmas, eternizando imagens intrigantes. Na realidade, a figura humana real, se transforma, mas a imagem, não.

O estereótipo. Do mito de homem que eu criei quando menina, forjei um estereótipo de homem abandonador, que não se manifesta, ama a distância e se mantém ausente. Isso não é resultado de repetidas ou similares experiências da vida adulta, mas se instalou porque os referenciais que nos iniciam no amor e no afeto vêm de muito longe e podem permanecer por muito tempo!

Depois desse trabalho, descobri que tudo não passava de estereótipo mesmo. Algo em mim já sabia quase tudo a respeito, mas eu não tinha o “domínio” desse conhecimento ou dessa sensibilidade. Então, “viajei” com cada um deles, durante quatro anos, e me tornei parceira, amiga. Não fiz somente a entrevista e fui embora. Mantive contato de diferentes maneiras, buscando e recebendo notícias das mudanças que estavam vivendo. Isso me ajudou a finalizar os textos e a fazer a leitura poética que inicia cada uma das entrevistas.

As pessoas não podem ser olhadas como uma fotografia única. São necessárias muitas “fotografias” com ângulos e cores diferentes para compor o que chamei de “Matizes da matilha”.

Aprendi que somos iguais. Nos sentimentos, nas atitudes e na capacidade de amar. Homens e Mulheres. Eles também têm mitos e estereótipos que se manifestam, nitidamente, na vida adulta e nas relações afetivas. Algumas pessoas resolvem e dissolvem essa “herança” com mais facilidade do que outras, dependendo do grau de comprometimento criado. Outras acabam complicando suas vidas e relações, por total falta de conhecimento e compreensão do que habita a alma.  A princípio, alma não é um “contexto” que se aprende na escola ou em casa. E, no entanto, é quem guarda os nossos mais profundos e desconhecidos sentimentos e memórias e chega o dia em que precisa ser ouvida e escutada, atentamente. Esse era o lugar onde eu queria chegar, conversando com esses homens.


Afinal, todos os homens traem mesmo? Por que?
Trair é um comportamento atrelado a diferentes aspectos e circunstâncias que variam de homem para homem e do estágio de vida. Tem a ver com princípios, maturidade, expectativas. Na adolescência, os garotos querem “muita mulher”. Eles não “transam” ou “fazem amor”, eles querem “comer mesmo”. E quanto mais, melhor.

Muitos dos homens que entrevistei traem porque gostam muito de mulher. E não exclusivamente de uma.

Vaca velha X Vaca nova. Um advogado de 35 anos, que vai aparecer somente no segundo volume (a ser publicado no final do ano) diz:

Adoro conhecer as mulheres. Se você me perguntar o que eu mais gosto de fazer, eu vou te responder que é conhecer as mulheres. Tem uma teoria, que eu acabei conhecendo num filme que assisti noutro dia, que é a teoria da “vaca velha” e da “vaca nova”. A protagonista do filme tinha lido um estudo que dizia que o boi (garanhão) pode  fecundar dez vacas por dia, mas tem sempre que ser uma vaca diferente. Se puser uma vaca pra ele “comer” hoje, e amanhã puser a mesma, ele não chega nem perto. E essa personagem havia tomado um fora do namorado, quando de repente caiu a ficha do por quê. E aí ela entendeu:
 -- Cara, eu sou a vaca velha! Ele foi atrás de uma vaca nova!
Então ela desenvolve essa teoria de que o homem quer sempre uma ‘vaca nova’.

E eu observo isso nos meus amigos. Alguns estão sempre com a ‘vaca velha’ e muito felizes. Outros, como eu, que têm essa busca desenfreada, estão sempre atrás da ‘vaca nova’. Pode ser até porque ainda não tenham encontrado a pessoa certa. Afinal, enquanto você não encontra, continua buscando. Isso me dificulta um pouco.”

Não é para se exibir. Essa história da vaca velha e da vaca nova pode ser meio grotesca, mas é uma expressão direta, objetiva e franca. Esse é um homem que declara ter muita dificuldade em lidar com o afeto, devido a tudo que viu acontecer entre seus pais.

Ele não está transando com diferentes mulheres para contar para os amigos. Ele está buscando alguma coisa. Talvez ele possa ser fiel, quando encontrar a mulher que deseja. Até porque, o tempo é implacável e nos transforma.

O tempo pode ajudar a sossegar. O Anjo Negro, por exemplo, conta que sempre pensou com a “cabeça de baixo”, até que o tempo, o encontro, a cirurgia de próstata, mudaram seu comportamento e, ele começou a amar uma única mulher.

Mas existem homens que não precisam de tanto tempo para considerar “muito charmoso ser fiel”. É o caso do nosso Marinheiro Espanhol.

As pessoas não podem ser vistas como se estivessem numa triagem de fiéis e infiéis.  A fidelidade não é uma obrigação. É uma escolha que pode acontecer até mesmo na adolescência.

É raro, mas existe. Entrevistei um homem de 33 anos, que também vai aparecer somente no segundo volume. Ele engravidou a namorada de 14, quando tinha 17 anos e é fiel a ela. Está casado até hoje.

Os tipos de homem e a traição
Nesse primeiro volume, escolhi homens mais “apimentados” e de diferentes culturas.

Os italianos, em sua grande maioria, traem em silêncio. São homens como O Cavaleiro que não têm amantes. Apenas casos fortuitos. Sua mulher sabe disso, mas eles não dão “bandeira” e não se envolvem afetivamente para que o ninho (a família) não seja abalado.

Hipocrisia ou não, não me cabe julgar. Não sei se relações com códigos abertos, como a do Caçador Itinerante são melhores ou piores. Cada um estabelece com seu parceiro as regras que vão nortear a relação.

O Caçador Itinerante nunca prometeu fidelidade e também não exigiu. Quando a mulher dele se apaixonou por outro, ele sofreu, mas o casamento não acabou por causa disso. Já um Cabra Safado é absolutamente contra a traição feminina, embora ele mesmo traísse a mulher o tempo todo. As esposas dele não poderiam traí-lo jamais. 

Existe uma questão cultural inerente aos homens, muito mais do que às mulheres, no que diz respeito à infidelidade sexual.  Parece até que isso só faz parte do universo masculino! Essa é uma questão polêmica que envolve o homem e a mulher. Em muitos casos, mulheres “amantes da fidelidade” são atraídas, fatalmente, pelo perfil do homem sem-vergonha, com o perfil do Caçador Itinerante, que pode ser um predador para muitos corações que se apaixonam por ele.

A mulher do Marinheiro Espanhol se apaixonou por outro homem, enquanto ele, inteiramente tomado pela doença de Alzheimer da mãe, esqueceu, talvez, de alimentar o fogo e a paixão dela. Ele foi pego totalmente de surpresa pelo fato da esposa estar apaixonada por outro homem e sofreu, terrivelmente. Perdeu o rumo durante anos.

Não é possível estabelecer um parâmetro de comportamento a respeito da fidelidade e afirmar que todos os homens traem. Isso não é verdade. Mas é necessário saber, que de uma maneira geral, os homens gostam mesmo é de caçar. Ou por vaidade, apenas para dizer:  “Eu sou o gostosão, o máximo” ou porque são simplesmente machos que dão importância a isso num determinado período de suas vidas.

Novos tempos, sem culpas. Os garotos gostam de dizer: “comi aquela”, “fiz aquela outra”, um comportamento típico do adolescente ou de alguns homens mais jovens. As garotas não saem apregoando suas relações sexuais, embora gostem e pratiquem da mesma maneira. A nova geração de mulheres não tem mais vergonha de dizer que gosta de sexo. Elas assumem cada vez mais. Se isso é melhor ou pior do que o comportamento anterior, não me compete julgar. O que eu notei é que os homens sabem que as diferenças de comportamento das mulheres no que diz respeito ao sexo, não são mais as mesmas. E alguns preferem o comportamento e a atitude de hoje. 

O Poeta da Estética, por exemplo, aborda essa questão dizendo que sempre teve dificuldade de lidar com a culpa. Sabe aquela velha história de chegar em casa, depois de um “encontro secreto” e encarar mulher e filhos durante o jantar?

O Caçador Itinerante viveu as mesmas coisas e se declara sem culpa porque nunca prometeu fidelidade. Nem ele nem ela. Ele diz: “É difícil imaginar que eu vou passar a minha existência inteira, vendo bocas e mais bocas e não sentir em nenhum momento, um natural e saudável impulso de me aproximar um pouco mais e, sentir o gosto e o sabor desses lábios nos meus lábios.”

E se é a mulher que trai? Perguntei a todos, se a relação ou o casamento acabariam se a traição fosse por parte da mulher. Alguns já viveram essa situação e respondem que não. Outros, como Um Cabra Safado respondem que sim. A primeira mulher, mãe dos filhos dele, teve de sair de casa, de mãos abanando, inclusive, sem os filhos.

A traição da mulher é uma das questões, que ainda separam muitos casais e põe fim em muitas relações. Alguns são capazes de conviver com isso por algum tempo, imaginando que vai acabar um dia. Outros preferem abrir mão desse código para não mergulhar na mentira e há os que não suportam uma única traição.

A verdade é que “todo mundo já deu e recebeu essa moeda”, como diz o Cigano Romântico. E o que se vê, é que a atitude permanece, doa a quem doer. Tanto por parte do homem, quanto da mulher. E não existe manual para saber como agir. Até porque a questão não é saber como agir, e sim, como lidar com esse sentimento.

Como perder um grande amor. Talvez se as pessoas se conhecessem melhor (a si mesmas e ao outro) e não simplesmente embarcassem na aventura do “grande amor eterno”, ignorando os riscos desse “viver por um triz” que é o amor, as feridas cicatrizassem sem tantos danos, inclusive, aos filhos.

Eu tenho a esperança de que as próximas gerações sejam capazes de resolver seus conflitos e culpas sem envolverem os filhos de uma maneira dramática ou sem exigirem deles a predileção por um ou outro genitor. Eles não têm nada a ver com essa “mixórdia” que os adultos fazem com suas vidas.

O problema é que quando dói, dói pra valer, e as pessoas acabam se maltratando e contaminando tudo que está em volta. Afinal, ninguém entra num relacionamento, esperando ser machucado ou traído. Quando isso acontece é um caos. No coração. No corpo. Na alma. Na auto-estima. Em tudo que somos. E há pessoas, que depois disso se recusam a amar novamente. Se recusam a pagar o mesmo mico e escolhem ficar sozinhas. As mulheres talvez tenham mais jeito para lidar com essa escolha. Os homens, não.

O que os homens querem das mulheres?
Eles não gostam de ficar sozinhos. Por mais que a vida tenha apresentado suas dores na tela, pra todo mundo ver, eles não gostam de ficar sozinhos. No mínimo, vão ter uma namorada ou vão viver com alguém. Os homens, em sua grande maioria, preferem compartilhar sempre.  Eles querem amar e ser amados, sinceramente. Eles querem ninho. Querem encontrar alguém com quem possam compartir todas as coisas da vida. Os prazeres. Os momentos difíceis. E aí, muitas mulheres dizem: “Ah imagina! Os prazeres, eles querem dividir, sim, mas os momentos ruins, não”.

E eles querem, sim, um amor sincero. Imaginar que os homens sempre querem dividir os prazeres e jogar para as mulheres as dificuldades é um dos estereótipos no qual muitas mulheres se baseiam, se firmam, acreditam que é verdade, já provaram e julgam todos os homens, por um ou dois ou três.  Como mulher, mãe e autora, entendi que em tudo que fazemos ou com tudo aquilo que nos envolvemos, temos que aprender a cair e levantar, sempre.

Os homens num determinado estágio da vida querem das mulheres, um amor sincero. Uma boa relação de amizade. Um sexo bem feito, é claro. Tesão. Todo mundo quer isso. E o homem sabe quando uma mulher tem tesão nele, de verdade. Só que tesão significa cem por cento e amizade e companheirismo também significam cem por cento numa relação. 

E quantas pessoas, estão de fato, dispostas a investir cem por cento delas mesmas numa relação? É por isso que homens e mulheres sentem medo de serem insuficientes. Essa é a grande questão. Eu sou suficiente pra essa mulher? Eu sou suficiente pra esse homem? Há os que dizem que essa “suficiência” não existe.

Você leu o conto que O Poeta da Estética escreveu quando morou em Paris? A Utopia do Personagem? Três casais amigos, morando juntos, trocando de parceiros conforme o humor do dia, tudo muito doméstico, muito civilizado.

Muitos homens gostariam de viver assim. E muitas mulheres também! Mas é possível viver assim? Contando a verdade? Alguns conseguem. E creio que não cabe questionar se eles são mais, ou menos felizes. A grande maioria não aceitaria isso de forma alguma, por isso ele deu à história o nome de A Utopia do Personagem. 

Machos, fêmeas e a velhice
As fêmeas. As fêmeas deixam de procriar muito mais cedo do que os homens. Entram na menopausa por volta dos 45 - 50 anos e aí acontece uma perda de libido, em função da mudança de hormônios e conseqüente perda da fertilidade. As mulheres perdem o tesão pelo próprio corpo, conforme envelhecem. O cheiro, a lubrificação e as curvas despertam tesão não somente no homem. A mulher também sente prazer ao ver seu próprio corpo bonito, saudável e provocante.

Muitas vezes, ela sente mais prazer em olhar para o próprio ritual de envolvimento e sedução, do que para o corpo do homem que está fazendo amor com ela. Aliás, ele só está ali, fazendo amor, porque existe uma mulher que sente muito amor e tesão por ele e por ela também.

As mulheres não gastam fortunas para continuarem belas por mais tempo, apenas para desfilar seus novos seios para as amigas ou na Marquês de Sapucaí. Vaidade é importante também para prolongar seu próprio prazer. É por isso que muitas mulheres se submetem a qualquer tipo de cirurgia, principalmente nos seios e na barriga, as duas partes mais femininas e importantes para as fêmeas.

Enquanto elas se sentirem atraídas pelo que vêem no espelho do banheiro, depois de um belo banho, o tesão continua.

Os machos. Os homens enfrentam um outro problema. Eles sofrem uma sensível e gradativa perda de potência sexual a partir dos 60 anos, mas isso não lhes tira o tesão. Alguns ficam ainda mais afoitos. Nessa idade, eles se encantam mais profundamente com a mulher. Dão mais valor à feminilidade. Não querem apenas “comer” uma mulher. Eles estão mais preparados para saborear o amor e o sexo do que quando tinham 20 ou 40 anos. Na média, os homens de 60, 70 anos ou até mais, gostam mesmo é de um bom sexo, sem demonstração de performances mirabolantes.

Nesse momento da vida, se broxar, ele lança mão de outras habilidades para dar prazer à mulher. Isso deixa de ser um caos e ele não se sente mais obrigado a provar no mesmo dia ou na mesma noite que é “o bom”. Felizmente, alguns homens aprendem como enfrentar situações broxantes, muito antes dos 60 anos!

O prazer de compartilhar afeto...e sexo gostoso. Tanto quanto os homens, as mulheres de 60 ou 70 anos também estão dispostas a encontrar um bom companheiro. Um homem afetuoso, maduro e compreensivo. A qualidade do amor cresce em profundidade, em troca, na magia de compartilhar um café da manhã, ou uma noite de bons abraços. Ternura. Esse é um período em que a mulher não está interessada num sexo voraz. Elas desejam afeto.

Aquelas que mantém uma vida profissional ativa estão curtindo seu trabalho e os netos que estão crescendo e dando um enorme prazer ou grandes preocupações. Elas cuidam de seus afazeres domésticos com muita delicadeza e alegria, enquanto os homens ainda cutucam a noite, querem dormir abraçados, roçando as pernas, dando beijos na boca e torcendo para fazer um “amorzinho no escurinho”. 

É uma pena que poucos casais da mesma idade ainda preservem esse contato afetivo e sexual.

Com o que sonham os homens?
Sonhos masculinos. Os homens têm muitos! Desde os mais lúdicos aos mais ambiciosos. Navegar em paz num veleiro... ter mais tempo pra não fazer nada ... viver da profissão com a qual sonhou um dia ... encontrar um grande amor ...  trabalhar muito para conseguir ter uma vida mais tranqüila aos 50 anos... ou trabalhar muito porque ainda tem muita coisa a ser feita ... ver os filhos felizes e bem-amados... viver num mundo com mais solidariedade, ética e compaixão...

O problema é que para realizar qualquer um desses sonhos ou para conjugar alguns deles o sistema que construímos é nosso pior inimigo. O ambiente econômico, social e cultural não nos permite viver com a desejada magnitude. Cheguei à conclusão que, além de sermos iguais nos sentimentos e na capacidade de amar, somos todos tripulantes do mesmo barco, sem capitão, com as velas bastante avariadas, esperando que alguém tome o leme e diga:
--Vamos para o norte!

E já que a possibilidade de que surja esse “alguém” - um mito ousado e destemido - é irreal, nos tornamos mágicos em nossas particulares iniciativas de criação. E precisamos ser encantadoramente mágicos para falar com alguns corações e declarar verdadeiramente:

“Eu acredito num caminho de pequenos gestos...” ou, como na música de Bob Marley: “No woman. No cry. Everything is gonna be allright!” 

  • Maria Alice Guedes nasceu em São Paulo, tem 41 anos e escolheu o jornalismo como profissão. Começou como repórter na TV Manchete. Na TV Bandeirantes, apresentou o telejornal de São Paulo, os programas "Tempo Quente" e, até recentemente, um programa de análise econômica da Gazeta Mercantil para o canal Band News. Em 98, decidiu fazer o que sempre sonhou: escrever sobre o que é arriscar-se além da própria pele para viver e contar histórias que seu coração, corpo e alma possam "assinar". Vale a pena entrar no site: www.desnudeios.com.br. Você vai encontrar matérias e um fórum e pode até comprar o livro e recebê-lo autografado. E se quiser entrar em contato com a autora, escreva para maliceg9@hotmail.com
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