Envie para um amigo Imprima

Síndrome do ninho vazio

Você criou os filhos para o mundo, mas nunca imaginou que sofreria tanto quando eles realmente partissem. A casa está vazia e não há mais ninguém para devorar seus bolos de chocolate em segundos ... e agora?

Matérias Relacionadas
06/08/2007 13:58
Auto-descoberta é fundamental para vida do casal
18/07/2007 15:16
21/12/2006 17:36
Tudo o que as britânicas queriam saber sobre libido...
24/11/2006 10:55
Esse é pra casar?
17/10/2006 13:58
21/09/2006 11:46
Desvende as pessoas pelo formato do rosto
18/08/2006 15:14
Pesquisa sexual revela que homens brasileiros são os que mais variam de parceiras
14/08/2006 17:33
A nova solteirice é “sósingular”
19/07/2006 09:56
As fases do bebê
12/07/2006 17:06
Vira vira vira homem...
20/06/2006 11:09
Calcule o seu preço
29/05/2006 14:22
Sexo tântrico, sem nenhum mistério
29/05/2006 13:47
Ciúme, mas na dose certa
12/05/2006 15:04
Encontre sua alma gêmea... Antes do dia dos namorados!
25/04/2006 15:15
Descubra o que o perfume dele revela
06/02/2006 14:44
Os homens de cada signo
12/01/2006 13:22
O perfil do solteiro
12/01/2006 11:14
Dicas para arrumar namorado
29/11/2005 13:33
Voz bonita é passaporte para uma vida sexual ativa
28/09/2005 15:03
Ele não é meu filho!!! Vale a pena namorar um garotão?
19/09/2005 15:36
Como saber se ele está traindo?
28/07/2005 14:54
Sexo, orgasmo e muito mais
28/07/2005 12:17
Boutique erótica + uma lição de conquista
28/07/2005 12:15
O que os sonhos eróticos querem dizer
28/07/2005 12:11
Sexo tântrico, sem nenhum mistério
20/07/2005 11:09
15 tipos de amigas que enfeitam nossa vida
28/06/2005 15:51
Os mais bonitos do SPFW
02/06/2005 11:57
Perfume sexual
25/05/2005 11:08
Por que ele não liga?
09/05/2005 13:32
50 dúvidas sobre sexo
28/04/2005 18:32
A terapeuta responde: Ele me esconde da mãe
27/04/2005 18:13
Minha sogra, minha nora
15/04/2005 15:01
O que está por trás das nossas simpatias e antipatias?
13/04/2005 16:51
Mothern, Manual da Mãe Moderna
12/04/2005 17:51
Incremente seu beijo!
08/04/2005 12:30
Transas compulsivas
31/03/2005 15:31
Sue Johanson no Brasil
30/03/2005 13:11
Será que dá para saber se ele (ou ela) está mentindo?
14/03/2005 10:33
DE - Tira dúvidas
14/03/2005 10:31
DE - Dicas para ajudá-lo a tomar a iniciativa e conversar
14/03/2005 10:25
DE - Dicas para você conversar com ele
11/03/2005 14:02
Ciúmes, desconfianças, brigas bobas ... pode estar faltando autocontrole
04/03/2005 14:01
O problema da falta de compromisso
18/02/2005 12:17
Os 50 lugares mais românticos do mundo
15/02/2005 17:37
Seu rosto revela sua alma gêmea ?
27/01/2005 11:02
Voz bonita: passaporte para uma vida sexual mais ativa
16/12/2004 16:47
A arte de viver bem consigo mesma
13/12/2004 18:27
Ousadia
Audiência de canal erótico é maior entre as mulheres, revela pesquisa
11/11/2004 13:22
Ousadia
O mito do Viagra
11/11/2004 13:12
Ousadia
O bom sexo não tem pressa
11/11/2004 12:58
Ousadia
Mais sobre sexo
30/09/2004 19:41
Elegância
Para encontrar um novo amor
28/09/2004 18:53
Ousadia
O amor e os homens
22/09/2004 14:27
Elegância
Dia da Amante
16/09/2004 11:11
Ousadia
Grupos de apoio: você não está sozinha
03/09/2004 13:42
Elegância
Minha sogra, minha nora
20/08/2004 15:05
Ousadia
A Lei de Murphy e as mulheres
06/08/2004 13:36
Harmonia
O novo pai
06/08/2004 13:28
Ousadia
Sexo anal: sim e não
23/06/2004 14:48
Elegância
Manual prático da inveja
30/05/2004 15:31
Harmonia:
Síndrome do ninho vazio
03/05/2004 16:17
Ousadia
Belos, fortes e gostosos
27/04/2004 16:33
Ousadia
Razões para dizer “sim”
15/04/2004 14:27
Elegância
A mulher do meu pai
09/04/2004 16:43
Ousadia
É possível se separar numa boa?
08/04/2004 20:37
Harmonia
Sexo tântrico, sem nenhum mistério
08/04/2004 20:24
Elegância
O que os sonhos eróticos querem dizer?
08/04/2004 19:27
Elegância
Boutique erótica + uma lição de conquista
08/04/2004 19:14
Ousadia
Linhas Quentes
08/04/2004 19:00
Ousadia
Ela é puro êxtase
08/04/2004 18:22
Ousadia
Não saio de casa sem ele
Por: Paula Balsinelli

Era uma vez uma bela casa, nela moravam mulher, marido e três filhos. A bagunça era muito grande, pois as crianças e seus amiguinhos tinham energia demais.  A mãe, sempre zelosa, cuidava atentamente dos queridos pestinhas, enquanto o marido trabalhava. Não era fácil dar conta de tudo, mas ela fazia aquilo com muito amor.

Mais tarde, na adolescência, as “crianças” mostraram que não eram mais crianças e começaram a causar conflitos. Chegavam de madrugada e até montaram uma banda na garagem.
O pai pedia para que a mãe solucionasse os problemas cotidianos, pois a vida dele já era bastante dura durante o turno de trabalho.

Nessa época, a casa vivia cheia de gente, logo vieram as namoradas e os namorados, que mudavam de cara e de nome com o passar dos meses. 
A vida corria assim, a mãe cuidava das roupas, da comida, dos remédios e de tudo mais,
o pai tratava de botar dinheiro em casa e impor-se nas questões mais sérias.

No tempo certo, os dois  filhos casaram-se, a filha foi morar numa cidade maior, para cursar faculdade.
A casa, que antes era cheia de entra e sai e blá blá blá, agora reservava uma paz exagerada, um silêncio incômodo, por vezes melancólico ... e foi assim que o ninho ficou vazio.

Síndrome do quê?
A Síndrome do ninho vazio não é uma doença física ou psíquica, não se trata de uma fobia ou de frescura, sequer é um vírus contagioso. Ela é sim, uma profunda tristeza que algumas mães enfrentam quando os filhos deixam o lar. A mulher sente-se inútil, já que não precisa mais desenvolver o papel de mãe. Os dias ficam tristes e a vida parece boba.

Os filhos, que antes solicitavam a mãe a cada cinco minutos, agora não moram mais com os pais. Foram estudar em outra cidade, arrumaram emprego em outro estado, ou então, casaram-se.

Ana Cristina Gonçalves, psicóloga, explica que a Síndrome do Ninho Vazio é um problema bastante comum, "acontece principalmente com mulheres que não desenvolveram outro papel, senão o de mãe", explica. É uma fase complicada para as mulheres que passaram vinte e poucos anos de suas vidas dedicando-se exclusivamente aos filhos: quando eles vão embora, elas perdem o chão. 

Dona Elizabete que o diga. Ela tem 59 anos e vive em Guará, interior de São Paulo. Seus dois filhos, Juliana e Alexandre, saíram de casa ainda jovens, para estudar e trabalhar, hoje são casados.

“No começo eu ficava triste e preenchia o meu tempo com o trabalho, mas logo me aposentei. Daí veio a menopausa e as coisas ficaram piores. Eu sentia meu coração apertado e muita falta dos filhos”.

Segundo a psicóloga Ana Cristina, a chegada da menopausa pode agravar o quadro de tristeza. Isso porque, algumas mulheres têm déficit de estrógeno, que provoca flutuação humor e as torna ainda mais sensíveis.

“Na menopausa ocorre a falência dos ovários, isso significa que a mulher não poderá mais procriar. Essa fase pode coincidir com a época em que os filhos estão saindo de casa. Então a mulher se assusta. Percebe que além de não poder mais ter filhos, está perdendo as suas crias para o mundo”.

Percebendo que a perda de suas crias para o mundo era fato inevitável, dona Elizabete tratou de encontrar outras coisas para fazer. Começou a tricotar casaquinhos para crianças necessitadas e a visitar creches e orfanatos. “Hoje eu faço um monte de peças de tricô enquanto assisto minhas novelas, isso me distrai bastante. Porém, os porta-retratos dos meus filhos continuam espalhados pela casa, também mantenhos os seus quartos arrumados”, conta.

Enfim sós
O ninho ficou vazio, mas a cama não, o marido continua lá, só que aposentado. A frase “enfim sós” que antes parecia um sonho, agora anuncia turbulências. O casal terá de reaprender a viver junto e redescobrir os prazeres a dois. Contudo, o momento que deveria ser encarado como uma possibilidade de reaproximação, pode se transformar numa verdadeira guerra.

“O homem era acostumado a exercer o poder no trabalho, e a mulher em casa. Quando juntos, começam a brigar, já que os dois querem mandar. Ele quer assistir TV e ela quer varrer a sala, ele quer martelar a porta e ela quer ouvir rádio”, explica Ana, que conclui, “é uma pena quando isso acontece, pois a época de calmaria poderia proporcionar bons momentos juntos”.

Para o homem também não é fácil, quando os filhos saem de casa, o pai passa a temer que eles não se cuidem, ou que não tomem cuidados com a segurança. É mais ou menos por volta dos cinqüenta e poucos anos que o homem se aposenta e enfrenta uma baita crise, ele tem o ganho diminuído e perde o papel de sustentáculo financeiro da família. E o pior, percebe que já não é mais o ídolo dos filhos.

De agora em diante
Já que os filhos foram viver suas próprias vidas, é tempo de desfrutar do mais raro tesouro da modernidade: o tempo livre. Para Ana Cristina, quanto mais interesses a pessoa criou quando jovem, mais facilidade ela terá para ocupar bem o seu tempo na maturidade. “Caso contrário, a saída é criar novos interesses, como: atividades artísticas, físicas, intelectuais, sociais ou culturais”, explica a psicóloga que leciona em cursos universitários voltados para a maturidade.

Segundo ela, as aulas são animadas e a platéia é formada por 98% de mulheres. “Eu percebo que elas melhoram o astral e a aparência depois que começam a freqüentar o curso, onde aprendem matérias interessantíssimas e divertidas”.

E os homens, onde estão? “Jogando dominó com velhos conhecidos”, responde Ana, “ao longo da vida, os homens não são estimulados a este tipo de sociabilidade, quando estão mais velhos, nem sabem como chegar em grupos desconhecidos”. 

Um toque para os filhos

  • é legal
    visitar os pais e levar algo que eles gostem
    levar os pais para almoços, jantares ou passeios
    passar as datas comemorativas juntos
    fazer os pais entenderem que eles também fazem parte de sua nova família
    estimular o convívio com sua nova família (sem exagerar pra não criar confusão com o cônjuge) 
    incentivá-los em novas atividades

  • não é legal
    pedir para a mãe fazer tarefas domésticas para você
    empurrar os pais para atividades que eles não queiram fazer
    deixá-los interferir na vida do casal
    fazer e cair em chantagens sentimentais
    ficar respondendo questionário materno

Segundo a psicóloga, cabe aos filhos orientarem os pais nessa fase difícil de suas vidas. E o último toque: não procure a mamãe e ao papai apenas quando eles forem necessários e convenientes. E lembre-se, "avó e avô foram feitos para mimarem os netinhos, e não para educá-los, eles já estão cansados para isso", conclui.

Gostou da matéria? Tem críticas ou sugestões a fazer?
Mande um e-mail para:
Ana Cristina Canosa Gonçalves
Psicóloga -Terapeuta Sexual - Palestrante
Professora Universidade Aberta da Maturidade
www.anacanosa.psc.br
acanosa@uol.com.br
>> matérias anteriores