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Por: Marcela Tavares Retrato dos casamentos à moda brasileira Os casamentos no Brasil duram em média 10,5 anos. O IBGE aponta que as acreanas ficam casadas em média por apenas nove anos. Já as catarinenses e gaúchas têm casamentos mais duradouros: de 11,6 anos. O número de separações e divórcios vem aumentando. Comparado com 1991, as separações aumentaram 30,7% e os divórcios, 55,9%. Segundo o IBGE, isso se deve ao aumento de mulheres no mercado de trabalho, o que as torna menos dependentes de seus maridos. Novos tempos "Há não muito tempo, o casamento era considerado uma etapa natural do roteiro de vida de uma pessoa. Hoje é colocada a questão das escolhas. Alguns optam por casar, outros preferem morar junto. Existe também uma valorização da individualidade, os casais lutam para não perder dentro do casamento a sua personalidade", declarou a terapeuta de casais Maria Amália Faller Vitale. Apesar dos números, das velhas e novas dúvidas, dos medos, continuamos casando. Seja de papel passado, em cerimônia religiosa, laica ou com uma mudança de casa, pares esperançosos decidem unir-se para realizar o seu projeto em comum. E continuamos casando... Para Ailton Amélio, psicólogo especialista em relacionamentos amorosos, nunca vamos deixar de dizer sim: "Somos animais que casam. A cerimônia e o papel podem ter sido criados por nós, mas a natureza criou a necessidade que sentimos de formarmos pares. Isso acontece porque em condições naturais, os humanos só conseguem sobreviver sozinhos a partir dos 11 anos de idade. Para garantir que os pais fiquem juntos para ajudar a criança, a natureza criou dispositivos poderosos". Quem disse que o principal desses dispositivos é o amor, ganhou um bem-casado. "O amor, os ciúmes, a cumplicidade, a intimidade, todos esses são mecanismos sem os quais não nos sentimos completos", explicou Amélio. Casais podem querer formalizar a união porque tiveram filhos, perceberam que a relação chegou a um novo patamar ou simplesmente querem comemorar o fim de uma bem sucedida busca de alguém especial. Seja qual for o motivo, o psicólogo insiste na importância da celebração. "O casamento é um ritual de passagem. Assinar um papel, comemorar com a família, com amigos é preparar psicologicamente o casal para a nova etapa que começa e marcar o seu início. Quando mais público e mais emocionante, melhor!", afirmou Amélio. E você? Sonha em se casar de véu e grinalda? Prefere uma cerimônia mais íntima ou uma festa de princesa? Quer morar junto antes para fazer um test drive no noivo? |
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